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 LINGUISTICS & CULTURE


Autor:  Fran
E-mail:  não-disponível
Data:  14/MAI/2015 6:12 AM
Assunto:  Esclarecimento
 
Mensagem:  Enio,

Sempre aprendo muito com o conhecimento que o Prof. Ricardo compartilha no English Made in Brazil. Aplique em seus estudos as explicações do Prof. Ricardo que o benefício é certo!

Penso que o modelo de aprendizagem da língua inglesa, utilizado pelo estudante em pauta, foi comum (ainda que praticado por uma minoria de aprendizes principalmente no Brasil) até por volta da metade dos anos 80 mas hoje me parece ser um modelo de estudo incomum entre os estudantes e aprendizes do idioma inglês que nasceram de 1990 para cá. 

Falando mais precisamente sobre o Brasil, até a primeira metade da década de 80, o mercado de ensino de inglês era mapeado por franquias hoje chamadas de tradicionais, como CCAA, Yázigi, Fisk, Skill e centros binacionais, tais como IBEU e Cultura Inglesa. O mercado do ensino de inglês nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, por ser mais agressivo, deu origem aos chamados cursos relâmpago no final dos anos 80.

As franquias tradicionais nos anos 80 ofereciam cursos caros e de duração média de 5 anos e os cursos relâmpago ofereciam soluções caras também mas supostamente rápidas para o aprendizado do inglês mas pareciam tão ineficientes quanto os modelos tradicionais.

Somente uma minoria abastada, de brasileiros, viajava para os EUA ou outro país predominantemente de língua inglesa, até a primeira metade dos anos 90.

Nesse meio tempo, do final dos anos 70 até a primeira metade da década de 90 eram comuns os cursos sem-mestre, com livros grandes e maçantes, porém muito efetivos para o aprendizado de vocabulário e estruturas gramaticais formais. Esses livros tediosos sairam do mercado e entramos na era dos fascículos de idioma com recursos audio-visuais mas continuamos atados aos modelos formais do idioma inglês.

Hoje o viajante brasileiro é um falante funcional, que sai do Brasil, pede um lanche no exterior em inglês, compra uma passagem de trem, conversa informalmente sobre de onde vem, para onde vai e por quanto tempo e fim de conversa, mas se sente capaz e confiante no inglês, mas não conseguiria atingir uma pontuação média num exame internacional de proficiência.

Como o Prof. Ricardo comentou, é preciso praticar muito para desenvolver fluência. 

O falante nativo, em seu ambiente nativo, é exposto diariamente a uma imensa quantia de recursos audio-visuais, como seriados na TV, Netflix, em DVDs, ouve notícias e talk-shows em rádios, assiste esses programas de auditório da TV, lê jornais, blogs, envia emails, recebe mensagens, tudo em inglês, mas não passa o dia estudando inglês, embora leia bastante.

A maioria dos americanos, que nunca sairam dos EUA e que tem pouco contato com minorias, que não frequentaram um curso superior, talvez lhe dirão "my English is bad", como já disseram a mim e penso que isso até é na tentativa de motivarpnos a continuar falando inglês, com bons anfitriões que preferem ouvir o visitante falando inglês do que ter que aprender outra língua.

O estudante mencionado sem sua mensagem extrairá muito benefício se for exposto com intesse pessoal e motivação a bastante mídia em inglês americano atualizado e procurar oportunidades para praticar muito, como sugere o Prof. Ricardo.




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Índice de mensagens


 English Made in Brazil -- English, Portuguese, & contrastive linguistics
Esclarecimento  –  Enio Reis  13/MAI/2015, 9:35 PM
Esclarecimento  –  Ricardo - EMB  13/MAI/2015, 11:27 PM
 Esclarecimento  –  Fran  14/MAI/2015, 6:12 AM
Esclarecimento  –  crok is loco  19/MAI/2015, 7:21 PM

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