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 LINGUISTICS & CULTURE


Autor:  Marceli Fabri
E-mail:  marcelifabri@yahoo.com.br
Data:  01/MAR/2010 8:27 AM
Assunto:  to Nel ...
 
Mensagem: 

A Wizard utiliza sim um "método" diferenciado, talvez não seja uma metodologia mas sim é um "método" de trabalho diferenciado pelo menos na época em que começou a ser divulgado. O que os outros cursos, em geral, faziam o aluno fazer em casa a Wizard começou fazendo o aluno fazer a tradução oralmente em classe em vez de dar isso como tarefa, como era a prática do Fisk e de uma variedade de outras escolas na época que a Wizard começou, isso foi em 1986 no Brasil.
Vou concordar que a Wizard não segue uma "metodologia" mas segue um "método", uma estrutura de trabalho com verbos, vocabulos, expressões, e uma dose de gramática. O aluno aprende a fazer perguntas e respostas e as produz oralmente em sala.
Agora sobre "teorias", como o nome diz são teorias de linguistica e psicologia cognitiva.
Você parece estar apenas citando e redistribuindo trabalhos teóricos da área de psicologia do ensino e linguistica, dando-nos a impressão de que já os aplicou na prática, será?


Você parece não ter uma noção clara dos termos teoria, abordagem, metodologia e método.
Richards & Rodgers definem 3 conceitos relativos ao ensino de línguas:
Abordagem – um conjunto de pressupostos axiomáticos baseado em psicologia cognitiva e linguística que define a natureza da língua e seu aprendizado e serve como teoria inspiradora para métodos.
Método – um plano geral de organização de ambientes e atividades para estudo e assimilação de línguas estrangeiras, os quais podem incluir ou não um plano didático sequencial. Enquanto que a abordagem é uma teoria inspiradora, o método é um procedimento.
Técnicas – referem-se à implementação prática de um método. São as atividades que ocorrem no ambiente de aquisição e/ou estudo da língua.


Então, essa “estrutura de trabalho com verbos, vocábulos e gramática” e a repetição de perguntas e respostas que você chama de “método wizard” não passa de técnicas em sala de aula. Técnicas inspiradas pela abordagem audiolinguística dos anos 50, com pinceladas do método tradução-gramática do século 19.

 

Falando sério, o que Chomsky publicou nos últimos 20 ou 30 anos? Que se aplique à necessidade moderna do indivíduo de aprender inglês rapidamente. Você tem como citar alguma trabalho atual que aborde o século 21 ou contemple o século 21 em termos de ensino de idiomas para a necessidade atual, algo que Chomsky ou outro grande linguistica tenha realmente aplicado que não seja apenas teoria?
Será que você, metaforicamente falando, não está nos recomendando usar Filme 35mm para as nossas fotos, nos compelindo a deixarmos de lado os avanços da fotografia digital?


E onde estão esses avanços da fotografia digital, metaforicamente falando, no “método wizard”? No livro 1, 2, 3? No CD? Na tradução mental que o aluno faz em aula? Nas frases que repete? Eu diria que esse “método” está mais para filme preto e branco, … :-)

 

Você tem razão que estes métodos, como Wizard, geralmente não precisam de professores realmente proficientes, tem razão. O instrutor é como um agente que orienta o aluno no método.


Fica tudo por conta do livrinho e do CD que custa o triplo do que deveria custar para garantir a receita do franqueador. E o professor vira um “agente” …. Lamentável …

 

Eliminar o mais cedo possível a presença da língua materna, concordo. A Wizard no começo é como aprender a andar de bicicleta com as rodinhas, tão logo o aluno comece a se comunicar melhor as rodinhas são retiradas e o aluno começa a se equilibrar sozinho.


Interessante. E qual a rodinha que você usou para aprender sua primeira língua?

 

… os jovens mórmons após 8 semanas, na maioria deles, com rarissimas exceções, ainda estão completamente estranhos ao idioma sem conseguir entender o idioma após 8 semanas de estudos intensivos no laboratório e centro de estudo intensivo em Provo, Utah o MTC, missionary training center, mesmo com o uso de outras tecnologias como TALL - Technology Assisted Language Learning, que é o uso de software no laboratório mórmon.
Há também falantes nativos do país para onde o missionário vai, que servem como voluntários em povo, e sentam como os missionários e simulam situações reais do uso do idioma e mesmo assim após 8 semanas o missionário em geral ainda está cru no idioma, mas estamos falando de 8 horas diárias de estudos do idioma para onde vão diáriamente durante 8 semanas, com exceção do sábado e domingo.


Aqui você está coberto de razão. O método repetitivo de frases e tradução mental realmente pouco resultado produz. É só no contato com os nativos, através de esforços criativos de comunicação e não pela prática repetitiva, que a roda começa a girar. Como já li em algum lugar nesse fórum, se repetição de frases ensinasse a falar, meu papagaio já estaria na Academia de Letras.

 

"Facilitar" o aprendizado para o aluno iniciante com frases da língua materna significa colocá-lo na direção errada e viciá-lo num mal difícil de ser eliminado posteriormente. Pode causar até a falsa impressão de rápido progresso, mas na verdade está comprometendo seu desenvolvimento futuro."

Não sejamos tão dramáticos! Não é totalmente verdadeira a sua colocação, se fosse assim todos nós que já traduzimos algo mentalmente estaríamos condenados a não aprender idiomas. Achei exagerada a sua colocaçào a respeito de colocar o aluno na direção errada e tal.

 

Não há nada de dramático aqui. Trata-se apenas de um erro comum, muito compreensível. Assim como antigamente achavam que a Terra era plana. Assim como Cristóvão Colombo achou ter chegado às Índias quando aportou na América Central.

 

Se possível comente ou cite, informe, o que tem feito de benéfico o estudo da linguistica no universo real e atual do século 21 no sentido de aprendizado de idiomas estrangeiros.

 

Leia algumas das páginas deste site.


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