English Made in Brazil
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Schütz & Kanomata - ESL
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ARQUIVO 23 -  PERGUNTAS  E  RESPOSTAS  DE  ABRIL A JUNHO 2003

Este foro é aberto ao público. Todos são convidados a perguntar, questionar, divergir, opinar, ou esclarecer. Mande suas consultas e opiniões para um dos endereços abaixo e nós responderemos com a maior brevidade possível. As mensagens de interesse geral, juntamente com as respostas, serão publicadas com o nome do autor. Respostas já publicadas podem sofrer revisões.

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Q#527: Mental translations - a receita que não dá certo
Professor Ricardo,
Recentemente no fórum deste site alguém questionou a pobreza de um artigo sobre mental translations publicado na revista New Routes e assinado por Michael Jacobs (disponível online: http://www.disal.com.br/html/nroutes/nr20/24_25_net.pdf ).
O que você teria a dizer sobre o assunto?
Muito Obrigada! Elsa <arribaelsa*via.com.br> Jun 30, 03

Prezada Elsa,
Poderíamos escrever um livro sobre o assunto.

A tendência de apelar para traduções mentais é a atitude natural de toda a pessoa monolíngüe quando se depara com uma língua estrangeira. A persistência deste hábito entretanto é sintoma de que algo vai mal. Revela que o direcionamento, a estratégia de aprendizado está errada.

O monolíngüe é aquele cuja mente só funciona nas formas da língua materna. O aprendizado de uma língua estrangeira como inglês, consiste essencialmente na eliminação das formas da língua materna - no nosso caso o português. Consiste na substituição das formas (pronúncia, vocabulário e estruturas) do português pelas formas muito diferentes do inglês. Se estivéssemos aprendendo espanhol, poderíamos aproveitar muito da nossa habilidade lingüística num processo, por assim dizer, de transferência e adaptação. Sendo entretanto inglês nosso objetivo, uma língua que apresenta um nível de contraste muito mais acentuado em relação ao português, seu aprendizado implica em reaprender a estruturar nosso pensamento, dessa vez nas formas do inglês. Seria como que reaprender a pensar.

Portanto, no caso específico de brasileiros aprendendo inglês, o método da tradução prematura, assim como praticado no ensino médio, é contraproducente. O mesmo erro pode ser observado também em cursos de inglês que transferem a idéia da tradução para os exercícios orais dos estágios iniciais. Parece muito fácil, mas vicia e direciona para o lado errado. Ensinar a traduzir rapidamente é o mesmo que ensinar a andar em bicicleta de três rodas.

Veja o depoimento de Marília Conte Daros, uma professora de inglês que iniciou seus estudos no Brasil:

In my case, I had a hard time becoming fluent in the second language because of the interference of two factors. The first factor was learning strategy, which was translating (L2 to L1 to L2 again) due the fact that my foreign language classes focused on The Grammar Translation approach. It was a slow strategy that caused me a lot of headaches and frustration. Then later I spent a whole year translating while I was an exchange student. The second interference was low self-esteem, the belief of not being able to produce L2, due to the oppressed education I experienced in undergraduate school in Brazil. Professors believed that low grades reflect a hard school (meaning "good"), so nothing was good enough. Undergraduate students got to graduation scared to use the target language. <http://pegasus.cc.ucf.edu/~gurney/LangConn.htm>

Este depoimento revela claramente não só o erro a que nos referimos, como também a incapacidade do aprendiz em perceber o erro do caminho que lhe apontaram. Se uma pessoa inteligente como a Prof. Marília levou anos para perceber a ineficácia da metodologia que seguia, como é que nós, muitas vezes profissionais de outras áreas, vamos conseguir avaliar o método de ensino que nos promete milagres? E depois ainda há escolas que oferecem uma "aula demonstrativa" ...

Em resumo, a habilidade de se falar uma língua fluentemente já exige nosso cérebro ao limite. Não há cérebro humano que consiga processar duas línguas simultaneamente. (O caso de tradução simultânea não serve como exemplo porque quando tradutores-intérpretes atuam, eles não estão desempenhando criativamente.) Por isso é que o bom aprendizado de inglês, desde o primeiro dia de aula, não inclui a língua materna.

Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#526: English teaching jobs in Brazil
I'm an American married to a Brazilian and I have a permanent Brazilian visa. Also, I have an MA degree in Applied Linguistics/TESOL and teaching experience in Brazil and in the US, Asia, and the Middle East. Does anyone know of English teaching job vacancies in Brazil? Where we live, in the south of Bahia there are not too many decent jobs available. Thank you. John <john*oceansun.com> Jun 28, 03

Dear John,
Decent jobs are difficult to find in Brazil because most of the ESL schools belong to big chains whose managers don't like to be dependent on well-qualified teachers. All the big chains prescribe that their schools must stick to courses of lessons and books (the book helps to monitor the franchisees' income) and they pump a large part of their profit into mass advertising. Teacher qualification is less important when the recipe is to strictly follow the book and achieve brand recognition, and what the native speaker has to offer can be seen as a threat to the chain philosophy.

Independent schools tend to be better for both teachers and students but if I were you I would work for myself. If you have a place to live that you can also use as a classroom for private students and small groups, in three or four months it will start paying off. You can also teach at students' homes and offices. You only need to make a small investment advertising yourself in the local newspaper as a qualified English native speaker. If you locate yourself in a big city, you will have plenty of students.

I wish you good luck.
Ricardo - EMB
Chain schools are not so bad
Dear Ricardo,
I strongly desagre with you when you said to John in the forum that what the native speaker has to offer can be seen as a threat to the chain philosophy.
Native speakers are NOT seen as a threat to the chain schools. Native speakers are very welcome and would be hired much easier just because they are native speakers. As you said Ricardo, they do not care if you have a degree in languages or if you have any qualifications as long as you are a native speaker. But there are some schools which do care about that but some do not. Independent schools tend to be more flexible as regards the rules in the classroom, what you have to do and all the sort of things.
So, my friend John, do not think that you are going to be looked down on because it´s pretty much on the contrary. As long as you are willing to follow the rules you are not going to have any problems at all. You are likely to find a job easily in Rio de Janeiro or in São Paulo where there are loads of schools and one thing that you are not going to be seen is a "threat". no worries mate!!
All the best and good luck !! Mauricio <brazirish*ig.com.br> Jun 28, 03
Dear Maurício,
Of course the native pronunciation is welcome (if the chain school owner can tell the difference) as long as you keep your methodology and teaching style to yourself and strictly follow the recipe and the books. This is what franchising is all about.

I understand there are some chain school owners concerned with quality that will praise the presence of the native language and culture in their school, although it's not what the franchiser recommends. But John is not only a native representative of the target language and culture - he has an academic qualification and teaching experience that many franchisers never heard of. Here is the threat. Who likes to have an employee that knows better about the business? In a short time a teacher like John will see the scheme and try to deviate from the boring recipe. And then, when he eventually goes, how many students will go with him and who is going to replace him?

Ricardo - EMB

Q#525: Ortografia para crianças bilíngües
Parabéns a toda equipe do English Made in Brazil pela qualidade do trabalho desenvolvido!
Sou professora especializada nas áreas de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação Especial. Moro nos EUA, no estado da Flórida e recentemente comecei a desenvolver um projeto - por enquanto denominado Português para Crianças - junto a comunidade brasileira que vive aqui. É uma proposta voltada para crianças brasileiras ou filhas de brasileiros que tem como um dos objetivos "manter viva" a Língua Portuguesa. São crianças, na maioria dos casos, bilíngües. Aprenderam a falar português com a família e inglês na escola e/ou televisão. Tratando-se de crianças que dominam os dois idiomas simultaneamente, pode o processo de iniciação no uso do sistema ortográfico ser também simultâneo? Gostaria de receber maiores informações sobre o assunto.
Muito Obrigada! Silvia <Silvia171074*cs.com> Jun 12, 03
Prezada Silvia,
Não vejo nenhum problema em submeter as crianças ao contato com os sistemas ortográficos dos dois idiomas simultaneamente. Lembra-te que línguas são essencialmente fenômenos orais, e, sendo as crianças já bilíngües, não há nenhuma possibilidade da iniciação aos sistemas ortográficos interferirem negativamente porque o fundamental já está sedimentado. Vai firme com teu projeto e parabéns por estar divulgando a língua brasileira no exterior.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#524: Mais um relato de insatisfação
Olá,
Meu nome é Tatiana, tenho 18 anos e estou cursando um curso de inglês Y..., mas estou a ponto de desistir por estar insatisfeita. Conheci o site de vcs (que aliás é ótimo) através de um amigo do curso, o qual também está insatisfeito, e descobri que comecei errado. Estou no básico e não consigo nem falar como foi meu dia. Estou sentindo uma carência enorme de comunicação e não sei o que fazer pois assinei um contrato de um ano e se eu desistir do curso tenho que pagar multa. Eu e meus amigos de sala pensamos em conversar com a professora para que ela pare de falar português e comece a falar só em inglês, pois a aula que temos é 70% português e 30% inglês. Vcs acham que se tivermos aulas com mais inglês adiantaria? Não queria perder meu dinheiro; o que eu faço? Meu curso vai até novembro deste ano. (Estive lendo algumas páginas de vcs e vi que a melhor maneira de aprender inglês é realmente tendo contato, convivendo com a língua e a cultura estrangeira e é o que pretendo fazer assim que puder!)
Aguardo uma resposta,
Muito agradecida, Tatiana <tatinhasbt*ig.com.br> May 22, 03
Prezada Tatiana,
Obrigado por dividir conosco suas experiências no aprendizado de inglês.
O que você nos relata é uma história que estamos acostumados a ouvir. Sem dúvida, vocês teriam mais aproveitamento se a aula fosse em inglês. O que vocês devem fazer é levar essa preocupação e o interesse em ter mais inglês para a professora. Vocês podem também sugerir que ela e a coordenação pedagógica da escola leiam o conteúdo de nosso site e entrem em contato conosco para que possamos ajudar. Afinal, qualquer esforço para satisfazer clientes é válido. E eles não têm nada a perder - se não gostarem de nossas sugestões, não precisam aceitá-las.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#523: ESL e EFL - diferenças e metodologias aplicáveis
Meu nome é Viviane Paris, e gostaria de saber a diferença de ensinar inglês como uma segunda língua (ESL) e como uma língua estrangeira (EFL) - levando em conta a metodologia. Obrigada "Viviane Paris" <vparis*positivo.com.br> May 12, 03
Prezada Viviane,
Os termos "English as a Second Language (ESL)" e "English as a Foreign Language (EFL)" são freqüentemente usados como sinônimos. Num sentido mais restrito, entretanto, há uma clara diferença.

ESL (English as a Second Language) refere-se ao ensino/aprendizado de inglês para estrangeiros que já vivem em país de língua inglesa e precisam aprimorar determinadas habilidades para melhor se integrarem à sociedade local. Por exemplo, imigrantes hispânicos nos EUA. É também a sigla predominantemente usada nos Estados Unidos para se referir de forma genérica ao ensino/aprendizado de inglês para estrangeiros, independentemente do ambiente em que ocorre.

EFL (English as a Foreign Language) tecnicamente refere-se ao ensino de inglês em países onde onde o inglês não é falado, como por exemplo o ensino de inglês no Brasil. É também a sigla predominantemente usada na Inglaterra para se referir de forma genérica ao ensino/aprendizado de inglês para estrangeiros, independentemente do ambiente em que ocorre.

ESOL (English for Speakers of Other Languages) é outro termo surgido posteriormente para se referir de forma genérica ao ensino/aprendizado de inglês para estrangeiros, independentemente do ambiente em que ocorre.

Em seu sentido estrito, em ESL, presume-se que o aluno já esteja convivendo em ambiente da língua e da cultura que ele está aprendendo. Portanto, aulas de ESL num contexto desses, teriam apenas um papel complementar e orientador, visto que já existe uma imersão na língua e na cultura estrangeira.

Por outro lado, no caso do ensino de inglês longe de ambientes da língua, como por exemplo no Brasil, onde contato com falantes nativos é difícil, torna-se fundamental que o programa consiga proporcionar um ambiente de cultura estrangeira com situações reais de comunicação. A ausência deste elemento essencial compromete seriamente a eficácia de qualquer programa de ensino de inglês.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#522: O ensino de inglês no mundo
Ricardo... Li recentemente em seu site a respeito da história do ensino de inglês no Brasil e o que ocorre ainda hoje. Muito interessante! Você tem alguma informação de como é o ensino de inglês em países da Europa, Ásia e África, ou até mesmo em outros países da América Latina?
Obrigado, Jonas - May 10, 03
Prezado Jonas,
Eu gostaria de conhecer melhor o ensino de inglês no mundo, mas sei, por exemplo, que o Japão, a Coréia do Sul, a Suécia, Israel e Arábia Saudita são países que sabidamente possuem um ensino de inglês bastante desenvolvido.

No Japão, que eu conheço melhor, além de cursos de línguas se utilizarem maciçamente de instrutores estrangeiros, há mais de 15 anos o ministério de educação japonês mantém centenas, se não milhares, de estrangeiros falantes nativos de inglês como instrutores-monitores em escolas da rede pública. Infelizmente o resultado no Japão ainda fica muito aquém do que o país necessita, devido à extrema dificuldade natural do povo japonês com as línguas ocidentais.

Na Suécia, há mais de 20 anos, a rede escolar oferece ambientes de language acquisition com falantes nativos na pré-escola e no ensino fundamental, e a população é praticamente bilíngüe a partir da escola secundária (graças também ao grau de semelhança entre a L1 e a L2).

Escolas de ensino médio na Inglaterra e outros países da União Européia disponibilizam programas de intercâmbio através dos quais o jovem interessado em línguas freqüenta 1 ou 2 semestres em escola secundária no exterior onde ele participa também de centros de convívio em língua estrangeira, funcionando como representante de sua língua materna e sua cultura.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#521: Novo relato
Navegando pela Internet encontrei o site da English Made in Brazil. Comecei a lê-lo pois estava buscando qualquer informação que aliviasse a minha frustação pela pouca 'habilidade' no 'inglês funcional' (termos estes aprendidos pelo site).
Lendo o curriculum do Ricardo Schütz (permita-me tal intimidade), confesso que senti uma pontadinha de inveja (positiva) e quero sinceramente parabenizá-lo por tão brilhante curriculum.
Sou um cara de 32 anos, residente em Taubaté/SP, estudo há 10 anos a língua inglesa e recentemente tive a oportunidade de viajar a serviço durante 15 dias nos EUA (meu primeiro contato com os nativos da língua e primeira viagem internacional). Vinha praticando conversação há 3 anos com um instrutor não nativo, mas competente no meu julgamento, que atualmente já se tornou até meu amigo pessoal.
Pois bem, após essa experiência nos EUA bateu em mim uma frustação forte e destruidora, pois pensava que já tinha certo domínio da língua mas estava redondamente enganado. Minha frustação foi tanta que até entrei em depressão e pensei por algumas vezes desistir de tudo e pensei: o que fazer com os 10 anos de dedicação que não me ajudaram em quase nada (pelo menos nem 1/5 daquilo que era minha expectativa)? jogar tudo fora? Não!
Voltei mais determinado do que nunca, pois não desisto fácil dos objetivos que tracei para mim, meus próprios desafios. Já não é mais para minha qualificação profissional, como foi no início. Quero agora provar para mim mesmo que EU SOU CAPAZ. Mas sei que não conseguirei sozinho. Preciso de ajuda. Quero a ajuda de pessoas sérias.
Fico triste quando constato que, após 10 anos, ainda não consigo 'pensar em inglês', tenho toneladas de dificuldades de entender a pronúncia de um falante nato e responder espontaneamente na mesma velocidade. Vocabulário até tenho bastante, julgo eu, pois leio muitos textos e livros na língua inglesa.
Por outro lado, sou um cara que tem uma vida difícil como a maioria dos brasileiros e tudo é conseguido à base de muito esforço e determinação. Não tenho capital suficiente para me dar ao luxo de uma experiência internacional (contato com a cultura). Tenho que buscar alternativas eficientes de adquirir a habilidade funcional.
Caso possa me ajudar, gostaria muito de alguma recomendação de instrutor nato que possa me oferecer ajuda em São José dos Campos ou Taubaté. Ou qual é a alternativa melhor recomendada?
Lucinei Rossi Peloggia <lrossip*hotmail.com> May 9, 03
Prezado Lucinei,
Obrigado por compartilhar conosco suas experiências no aprendizado de inglês.

Você não deve considerar um desperdício total os 10 anos de dedicação. Você adquiriu familiaridade com o vocabulário e a estrutura gramatical da língua. O que faltou foi apenas o essencial: desenvolver familiaridade com a língua falada, falada corretamente, em situações reais de comunicação e em ambientes autênticos da língua inglesa.

É comum professores e alunos terem dificuldade em perceber o óbvio. Afinal, estamos acostumados a dar mais importância àquilo que se vê do que àquilo que se ouve. Línguas entretanto são fundamentalmente fenômenos orais. Aprendizado de línguas é prática e não teoria. É com os ouvidos e não com os olhos que aprendemos línguas, especialmente no caso do inglês, por ser uma língua que se caracteriza por um grau de sinalização fonética muito baixo e um grau de correlação entre ortografia e pronúncia também muito baixo.

Infelizmente não conhecemos a região de São José dos Campos e Taubaté para podermos lhe recomendar um bom professor. Entretanto, se você ler nossa página sobre como escolher um instrutor de inglês, saberá encontrar ajuda competente.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#520: Suggestopedia e mnemônica
Vocês conhecem alguma escola aqui em Brasília, que ensina o inglês usando sugestologia e mnemônica?
Maria Lúcia Reis de Vilhena <mlucia*cnpq.br> May 5, 03
Analista em Ciência e Tecnologia - Área de Letras
Coordenação do Programa de Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais - COCHS
Prezada Maria Lúcia,
Não sei lhe informar sobre escolas em Brasília, mas permita-me fazer algums comentários sobre sugestologia e mnemônica e expressar minha opinão.

SUGGESTOPEDIA: Sugestologia, ou suggestopedia, é um método criado nos anos 70 pelo psicoterapeuta búlgaro Lozanov, inspirado em técnicas de relaxamento yoga. Suggestopedia baseia-se na idéia principal de que línguas podem ser melhor aprendidas em sessões caracterizadas por relaxamento mental, ambiente confortável, música ambiente e leitura de diálogos com ênfase na memorização de vocabulário e uso freqüente da língua materna para discutir significados. As atividades preconizadas, não são centradas no aprendiz, em seus interesses e necessidades, mas sim no professor, que desempenha um papel central e autoritário.

Embora possamos classificar a suggestopedia como uma idéia interessante, nos meios acadêmicos dos países ocidentais a teoria recebeu duras críticas pelo uso excessivo de jargão por parte de Lozanov ao propor suas idéias, bem como pela ausência de fundamentação científica. Por ser de aplicabilidade e eficácia duvidosas, mostra pouca aceitação.

MNEMÔNICA: Mnemônica é simplesmente uma técnica de memorização de informações através da criação de idéias paralelas. Para facilitar a memorização busca-se uma referência no nosso cotidiano, no nosso universo de experiências. Ao invés de se alcançar uma verdadeira familiarização, estabelece-se uma relação artificial entre a forma da língua estrangeira que nos é estranha com algo que nos seja familiar.

Por exemplo: você é iniciante em inglês e tem dificuldade em diferenciar Tuesday de Thursday; você se confunde e não consegue se lembrar qual é terça-feira e qual é que se usa para quinta-feira. Então você observa que a pronúncia de Tuesday lembra a palavra "tio", e os tios da gente são membros da família, pessoas importantes, que para nós vêm em primeiro lugar, assim como terça vem antes de quinta.

A técnica da mnemônica independe de método ou escola e qualquer um pode se habituar a usá-la como complemento no aprendizado de línguas.

Por outro lado, pesquisas sobre a fixação e a retenção das lembranças permitem determinar que retemos bem aquelas experiências que nos concernem diretamente. Ao contrário, nos esquecemos com facilidade o que é neutro, mal estruturado, pouco significativo. Assim como a química é melhor aprendida em laboratório do que na sala de aula, assim também as formas (palavras, expressões) da língua estrangeira ficarão mais facilmente retidas na memória se aprendidas em situações reais de comunicação, em vez de aprendidas num ambiente descontextualizado de uma sala de aula ou através de artifícios como a mnemônica.

Portanto, sendo a mnemônica um exercício desligado de experiências autênticas de convívio humano, eu diria que tem apenas utilidade complementar e limitada no aprendizado de línguas.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Olá Ricardo,
Fiquei muito feliz de receber tanta informação. Você nem imagina o quanto me ajudou! Boa sorte em seu trabalho!
Maria Lúcia


Q#519: Como escolher um curso
Caro Ricardo! Meu nome é Tarcísio.
Nasci em Santo Ângelo (RS), mas moro em Porto Alegre há quase um ano. Curso Administração (1° semestre), onde, por motivos óbvios, a língua inglesa é um requisito obrigatório. Ingressei com 10 anos na primeira das 2 escolas que frequentei: o Pink and Blue Freedom. Depois, já 15, comecei a cursar o Kingsway (que só atua no município de Sto. Ângelo). Saldo das duas experiências: muito dinheiro investido, absolutamente nenhum resultado. Apesar de quase 6 anos de inglês, apenas me sobressaio razoavelmente na leitura.
Pela exigência de meu curso, procuro vocês em busca de auxílio na escolha de um curso. Esse e-mail é um pedido de ajuda: estou na Capital do Estado, local onde, teoricamente, estão algumas das melhores escolas e, com certeza, outras tantas ruins... A questão é que lendo seu artigo "Como escolher um curso de inglês", fiquei com a impressão de que poucos cursos fogem da média - e essas "exceções" eu não conheço. Mesmo, os mais famosos institutos daqui (Brasas, Cultura Inglesa, Britannia...) possuem algumas características que os desabilitam. O próprio curso da Instituto de Letras da minha universidade (UFRGS), não foge da mesmice didática - extremamente formal. De forma bem objetiva, gostaria que você, por favor, me indicasse alguma (s) escola(s) daqui que, nesse mar de cobras, se sobressaia, fugindo dessa estrutura de fórmulas prontas.
Obrigado, Tarcísio Zimmermann Pinto <tarcisio_*hotmail.com> Apr 30, 03
Prezado Tarcísio,
Obrigado por dividir conosco suas experiências no aprendizado de inglês. Seu depoimento ilustra bem aquilo que apontamos em nosso site: as limitações do ensino atual de inglês no Brasil.
A única orientação que temos para lhe dar é que procure por um bom professor ao invés de procurar por uma boa escola. Não é escola que é boa ou o método que funciona; é o professor que tem habilidade e você que aprende. Infelizmente, não conhecemos Porto Alegre o suficiente para podermos lhe recomendar bons professores.
Outra orientação que podemos lhe dar é a de viajar ao exterior para melhor assimilar a língua e a cultura estrangeira.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#518: Desmotivação
Professor Ricardo,
Obrigada por responder minha pergunta sobre motivação e aqui vai mais uma de minhas reflexões:
Eu acredito que fatores externos possam contribuir para a desmotivação, tornando as aulas cansativas, 'maçantes', levando os alunos a até desistirem de continuar aprendendo uma segunda língua. Outro problema são as crenças que os indivíduos possuem. Podemos enumerar diversos problemas que geram desmotivação, mas o intuito aqui é discorrer sobre fatores internos x motivação.

Observe pelos depoimentos do Jonas e do André (mensagens publicadas no Fórum de Discussões, no dia 24 de abril) que eles se referem a algo interno quando comentam do seu interesse - motivação - pelo aprendizado do inglês. E a algo externo quando se referem à desmotivação:

"O inglês provocou uma revolução em minha vida, era como se ele tivesse estado lá o tempo todo e eu não tivesse dado conta..." (André)

"Mas quando vim para cá pra morar e trabalhar, percebi como não era fluente em inglês, principalmente na parte oral. A minha motivação meio que baixou um pouco, eu me sentia frustrado." (Jonas)
Note que o André se refere a algo que já está lá, ele só precisou despertar para o aprendizado ocorrer. É como um bebê que começa engatinhando até percerber que consegue se colocar de pé e depois que consegue dar os primeiros passos. Poderíamos chamar de maturação ou necessidade de ir mais além o que faz com que o bebê, sem ajuda de fatores externos, instintivamente seja levado ao aprendizado, isto é, a dar os primeiros passos.

Já o Jonas, quando sentiu sua dificuldade, desmotivou-se. Fazendo uma reflexão, despertou interiormente para a necessidade de melhorar. Veja como a motivação vem de uma reflexão do sujeito acerca da necessidade da aprendizagem. A motivação direta ou indireta é algo que se processa dentro do indivíduo após suas reflexões.

Entendo a motivação como 'força interior propulsora de importância decisiva', e a desmotivação como força exterior também de importância decisiva no aprendizado de línguas. Sendo a desmotivação algo extrínseco e a motivação intrínseco. Gostaria que você fizesse comentários sobre minhas reflexões.
Marina <sunnyday*uaimail.com.br> Apr 27, 03
Prezada Marina,
Você certamente tem razão quando diz que a desmotivação é sempre causada por fatores externos. É isto que realmente se observa no ensino atual de inglês: salas de aula com muitos alunos, professores com proficiência limitada, cobrança através de exames de avaliação com questões truculentas que nada avaliam, repetição oral mecânica, etc. Fatores desmotivadores podem ser observados na rede de escolas de ensino médio, onde o ensino de inglês, ficou encalhado no método de tradução e gramática do início do século e nos cursos particulares franqueados, que ficaram encalhados no método audiolingüístico dos anos 60.

Observa-se facilmente, por outro lado, a ocorrência natural de motivação para o aprendizado de línguas, independente de idade. A pessoa que tiver oportunidade de ter contato com a língua estrangeira em situações reais de comunicação, em ambientes autênticos dessa língua e de sua cultura, onde a língua está presente como meio de interação e não ausente, ministrada em doses pequenas e amargada pela repetição mecânica descontextualizada, ou pela dissecação gramatical, vai certamente alcançar fluência.

O caso do Jonas é bastante ilustrativo. Permita-me aqui transcrevê-lo novamente:

"Fiz vários cursos no Brasil, inclusive todos os níveis (12 books). Mas quando vim para cá (EUA) pra morar e trabalhar, percebi como não era fluente em inglês, principalmente na parte oral. A minha motivação meio que baixou um pouco, eu me sentia frustrado. Como trabalho com informática, praticamente não conversava com meus co-workers. Mas com o tempo fui fazendo amizades e hoje acho que desenvolvi bastante."

Depois de 12 livros, cumprindo diligentemente a receita prescrita pelo curso, reprimindo a desmotivação com força de vontade, descobre ao chegar no ambiente de língua e cultura inglesa que não havia alcançado o objetivo principal. A desmotivação que ele sentiu foi uma espécie de efeito retardado, que outros, com menos força de vontade, não conseguem reprimir por tanto tempo e desistem antes do Livro 12. Só a partir do momento em que ele constrói um círculo de convívio humano, num ambiente autêntico, com situações reais de comunicação, é que ele reencontra motivação e alcança seu objetivo.

Em vez de nos preocuparmos em motivar nossos alunos, talvez devêssemos nos esforçar mais para não desmotivá-los. Se não pudermos despertar neles a motivação natural para o aprendizado de línguas, subjacente em todos, pelo menos cuidemos para não destruí-la e sim preservá-la para quando encontrarem a oportunidade certa.

Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#517: Motivação
Professor Ricardo Schütz e equipe,
Li quase todos as perguntas e respostas do seu site e percebi que tem grande conhecimento e embasamento teórico nas suas respostas. Sou aluna de Letras e vou começar a escrever uma monografia que tem como objeto de estudo a Motivação no Aprendizado de Língua (no caso o inglês). Sabemos que fatores de ordem psicológico-afetiva podem causar um impacto direto na capacidade de aprendizado, influindo tanto positivamente como negativamente. A motivação pode ser considerada um desses fatores? Ela é ativada por fatores externos ou internos? Tendo como referência suas afirmações abaixo:

"A motivação é uma força interior propulsora, de importância decisiva. Assim como aprendizado em geral, o ato de se aprender línguas é ativo e não passivo. Não se trata de se submeter a um tratamento, mas sim de construir uma habilidade. Não é o professor que ensina nem o método que funciona; é o aluno que aprende."

"Motivação está ligada ao desejo de se satisfazer necessidades. Uma das necessidades que buscamos satisfazer - principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos - é a necessidade de se explorar o desconhecido."
São no mínimo instigantes as afirmações, porque suscitam a questão da importância de outros conceitos, além do aprendiz, que estão em jogo quando se fala em aprendizado de línguas, tais como: o contexto, o ensino, o professor, o ambiente.

Analisando a motivação como 'força interior propulsora de importância decisiva', podemos considerar que fatores externos ao aprendiz como: incompetência do professor, escassez e má qualidade do material didático, inadequação do ambiente etc., são os causadores da ineficiência na aprendizagem ou aquisição de língua2? Já lecionei inglês e, após o estágio e algumas pesquisas feitas, percebi que o aluno bem-sucedido na aprendizagem de língua nem sempre menciona o professor como fator importante para o seu sucesso, ao passo que o mal-sucedido aponta os demais fatores externos como determinante de seu fracasso.

É o ambiente que influencia na ativação dessa força, ou ela é acionada também - ou só - interiormente, 'buscando satisfazer necessidades', necessidades internas que são acionadas única e exclusivamente pelo aprendiz, pelo desejo de se aprender língua estrangeira por um motivo qualquer, que depende só dele e não dos fatores externos? Esses fatores podem ser caracterizados como detonadores do processo da motivação?

Vou adorar conhecer suas opiniões. Se puder, o mais rápido possível, pois apresento a monografia no próximo semestre. Gostaria que me indicasse outros sites e referências bibliográficas sobre o assunto.
Desde já agradeço. Sua resposta será de enorme importância para mim. Muito obrigada!
Um abraço, Marina <sunnyday*uaimail.com.br> Apr 19, 03

Prezada Marina,
Sem dúvida, aquilo que chamamos de motivação, tem uma influência decisiva em todas nossas ações, inclusive aquelas que nos permitem assimilar línguas estrangeiras.

A motivação para o aprendizado de uma língua estrangeira pode ser ativada tanto por fatores internos como externos.

O ser humano é um animal social por natureza e, como tal, tem uma necessidade absoluta de se relacionar com os outros de seu ambiente. Essa tendência integrativa da pessoa é o principal fator interno ativador da motivação para muitos de seus atos. Por exemplo, se estivermos em um ambiente caracterizado pela presença de uma língua estrangeira, naturalmente teremos uma forte e imediata motivação para assimilarmos essa ferramenta que nos permite interagir no ambiente, dele participar e nele atuar. Aprender um língua fora ambiente de sua cultura seria como aprender a nadar fora d'água.

As características dos ambientes que freqüentamos representam os fatores externos. Por exemplo, se o ambiente em que o aprendizado da língua deve ocorrer for autêntico e proporcionar atividades voltadas aos interesses do aprendiz, o grau de motivação será alto. Entretanto, se o ambiente carecer de autenticidade, de elementos da cultura estrangeira, como por exemplo uma sala de aula com um número excessivo de alunos e um professor de proficiência limitada, e se as atividades nesse ambiente forem ditadas por um plano didático predeterminado em vez de centradas na pessoa e nos interesses do aprendiz, o grau de motivação será baixo.

Além de poder ser ativada por fatores internos e externos, a motivação pode ser classificada em direta e indireta.

Motivação direta seria aquela que nos impulsiona diretamente ao objeto que satisfaz uma necessidade nossa. Por exemplo: você admira ou se identifica com uma cultura estrangeira e investe todos seus esforços no aprendizado da respectiva língua.

Motivação indireta ou instrumental é aquela que nos impulsiona em direção a um objetivo intermediário, por exemplo, aprender inglês, que, por sua vez, possibilitará a satisfação de uma necessidade maior. Esta é provavelmente a forma mais freqüente de motivação no aprendizado de línguas. Veja os exemplos abaixo:

É interessante observar que freqüentemente uma motivação indireta acaba dando origem à motivação direta. Ou seja, a pessoa inicialmente impulsionada em seu ato por um objetivo indireto maior, acaba "tomando gosto", descobrindo valores antes desconhecidos, encontrando no "sacrifício" intermediário um objeto de motivação direta. Isto ocorre na medida em que a experiência de aprendizado da língua é complementada com o aprendizado da respectiva cultura, passando ambos a fazer parte da coleção de experiências de vida da pessoa.

Diferentes autores estudaram e identificaram diferentes tipos de motivação, tais como: instrumental e integrative motivation, intrinsic e extrinsic motivation, cujos conceitos você encontra em:
Brown, H. Douglas. Principles of Language Learning and Teaching. Prentice Hall Regents, 1994.
Veja também: <http://iteslj.org/Techniques/Hussin-Motivation> e <http://abisamra03.tripod.com/motivation/>
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Ricardo,
Seu texto sobre a motivação é absolutamente fantástico e mais me tocou porque me reconheci plenamente numa das suas categorias de motivação.
Durante toda a minha vida nunca tive um interesse especial pelo inglês, mesmo tendo aulas na escola durante 8 anos. Mas a minha motivação mudou radicalmente quando fui viver durante um ano para a Irlanda. Aí, eu penso que aprendi mais do que em toda a minha vida e, agora que estou de volta para Portugal, contiuo a nutrir uma paixão enorme por esta língua maravilhosa. Sou viciado em cinema americano, o qual assisto sempre ouvindo de maneira completamente diferente do que antes. Dantes não ligava, e não me preocupava em perceber. Bom, também, como sou músico e nós vivemos do que ouvimos, naturalmente tenho se calhar uma maior sensibilidade para a pronúncia...
Mas a verdade é que continuo sempre lendo muito em inglês e aprendendo cada vez mais. Meu sonho é poder voltar outra vez para um país de língua inglesa!!! Mas isto tudo para dizer que a minha relação com a língua nunca mais foi a mesma, e tenho um entusiasmo sempre enorme por continuar a aprender cada vez mais. Depois esse negócio é como uma bola de neve... uma pessoa pensa que quando atingir um certo nível se vai dar por satisfeita, mas não, nunca para, quanto mais sei mais quero saber, é infinito. Isso é normal, também com o piano é assim, quando era mais novo pensava que no dia em que conseguisse tocar determinada obra ia ser completamente realizado, mas agora que já alcancei muitas das metas que tinha quando era adolescente, desejo sempre mais, não pára.
O inglês provocou uma revolução em minha vida, era como se ele tivesse estado lá o tempo todo e eu não tivesse dado conta... e depois, quando descobri esta coisa linda, a vida passa a ser mais apaixonante quando se tem várias paixões!!!!
André Costa <andre_costa2002*yahoo.com.br> Apr 24, 03

Q#516: Escolas independentes x franquias
Senhores,
Tenho observado ultimamente um número crescente de escolas novas independentes, que não pertencem a nenhuma rede de franquia. Essas escolas são boas? Isso é bom ou ruim? A que se deve esse fenômeno?
Elsa Kayo <arribaelsa*via.com.br> Apr 5, 03
Prezada Elsa,
Esta questão foi recentemente discutida em nosso fórum de discussões, quando então explicamos porque defendemos a idéia de que um ensino de línguas não-padronizado tende a ser mais eficaz e portanto o porquê de escolas independentes terem mais probabilidade de serem boas.

Sabemos que em qualquer generalização corre-se o risco de se cometer alguma injustiça, e que assim como pode haver uma boa escola franqueada também pode haver uma escola independente fraca. Isto entretanto, não deve nos impedir de examinar fatos importantes.

Ao comparar lojas franqueadas com escolas independentes, observa-se que as escolas independentes normalmente são dirigidas por pessoas com competência acadêmica (por isso mesmo se tornaram independentes) enquanto que proprietários de franquia normalmente são investidores apenas, cujo despreparo é supostamente compensado por um pacote pedagógico oferecido pelo franqueador.

O plano didático da franquia é quase sempre predeterminado, partindo do pressuposto de que todos têm os mesmos interesses e as mesmas dificuldades. Além disso, imprimem o mesmo ritmo (Livro 1, Livro 2 ...), ignorando a capacidade de quem tem mais talento ou desrespeitando aqueles que precisam de mais tempo.

Observa-se também que os esforços maiores da maioria das redes de franquia são aplicados em propaganda (vejam propaganda recente na TV a cabo) quando é óbvio que tudo que é gasto em propaganda tem que ser repassado para o aluno ou economizado no professor.

Sabemos também que línguas estrangeiras se constituem numa área de atividade educacional que depende fundamentalmente de contato humano e não de planos didáticos nem de receitas prontas.

Aquele que precisa aprender inglês deve procurar identificar o bom profissional, o instrutor competente, e não se deixar influenciar pelo nome de uma marca e a propaganda que a sustenta. Em paralelo a isso, bons instrutores devem projetar seus nomes, identificando a origem do êxito, e não se deixarem ocultar sob um marca, pois seria injusto fazer o cliente acreditar que outra escola, operando sob o mesmo nome, ofereceria serviços de qualidade equivalente, só porque o livro é o mesmo, embora empregando professores menos competentes. Os méritos são sempre da pessoa do instrutor e do aluno com talento, nunca de uma corporação anônima.

A escolha de um bom curso de inglês não é difícil, como demonstramos em nossa página sobre Como escolher um programa de inglês.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q#515: Consórcio, entrada, prestações, financiamento
Hi there!
I've been looking for the exact translation for terms like FINANCIAMENTO, ENTRADA, PARCELAS and CONSÓRCIO. Where can I find a good online English-Portuguese Business Dictionary for these terms?
Ligia <can_guruzinha*hotmail.com> Apr 3, 03
Dear Ligia,
financiamento - loan (countable, ex: get a loan), financing (uncountable, ex: get financing)
entrada - down payment
parcelas - installments
consórcio - a purchasing pool through which a group of people pay monthly installments on a certain item (e.g. a car) so that every month the group can afford to buy one of the items, which is then awarded by draw to one of the group members. There is a fee charged by the pool administrator but no interest.
See our Glossary of financial terms for more.
Regards, Ricardo - EMB

PERGUNTAS & RESPOSTAS:
ÍNDICE
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JANEIRO - MARÇO 2003  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2002
JULHO - SETEMBRO 2002  |  ABRIL - JUNHO 2002
JANEIRO - MARÇO 2002  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2001
JULHO - SETEMBRO 2001  |  ABRIL  - JUNHO 2001
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JULHO - SETEMBRO 2000  |  ABRIL  - JUNHO 2000
JANEIRO - MARÇO 2000  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 99
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