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 LINGUISTICS & CULTURE


Autor:  Miranda
E-mail:  não-disponível
Data:  02/AGO/2004 9:57 AM
Assunto:  Re: To Miranda
 
Mensagem:  Manuel Carlos, Não estás sozinho na sua ladainha derrotista: Também sou brasileiro. No entanto, penso que há uma diferença crucial em reconhecer nossos chichés diários e entre valorizá-los de tal modo a tornarmo-nos suas vítimas. AO contrário do que pensas, sou consciente da realidade brasileira. No que diz respeito ao ensino da língua inglesa no Brasil, sei do "finge que aprendeu, finge que ensinou" discurso reinante. Mas não pense que isso acontece apenas no Brasil. Ficarias boquiaberto ao ver a realidade do ensino de línguas estrangeiras em países como Estados Unidos e Inglaterra: não devem em nada à 'realidade brasileira' do ensino de língua estrangeira. Como dizem Krashen/Terrell, "todos nós podemos adquirir uma língua adicional, mas para isso temos que DESEJÁ-LA, que NECESSITÁ-LA e também termos a oportunidade de USÁ-LA em situações reais" (1983, P. 17). Prova disso é que foi durante a Segunda Guerra Mundial que o governo norte-americano mais investiu no ensino de línguas estrangeiras. Baseado nesse tripé (desejo, necessidade e oportunidade de uso) poderíamos afirmar que no caso do Brasil, o último (uso) é o mais difícil de ser atingido, o que pode levar alguém a crer que falar uma língua estrangeira é atividade para poucos, dada a dificuldade da maioria de ter chances reais de usá-la. Isso é um ponto que deveríamos levar em consideração. Necessidade de falar uma língua estrangeira, especialmente inglês, é fato para grande parte dos brasileiros, ainda que com uso incerto. Desejo de falar inglês, muitos têm. Uma coisa interessante sobre aprender inglês em países periféricos como o Brasil é que, apesar da aparente necessidade e do aparente desejo que muitos têm de falar essa língua, as chances reais de usá-la são pequenas, comparadas à Europa ou até mesmo à Ásia, onde a uso dessa língua torna-se cada vez mais necessário (política e negócios) e desejado (turismo e negócios). Haverá o dia em que o desejo e a necessidade de falar a língua inglesa se converterá no seu uso diário no Brasil? Se não, seria coerente continuar do jeito que está. Se sim, e penso firmemente que sim, haja visto a 'diminuição' das distâncias entre os países, diria que nós, professores de inglês, poderíamos nos engajar ainda mais em projetos comunitários visando a melhoria do nível da língua inglesa usada nas salas de áula. (Escrevo mais em uma próximo oportunidade). Referência Krashen, Stephen D., Terrel, Tracy D. (1983). The Natural Approach - Language Acquisition in the classroom. Hayward, CA: Alemany Press. Miranda


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To Miranda  –  Manuel Carlos  02/AGO/2004, 1:44 AM
 Re: To Miranda  –  Miranda  02/AGO/2004, 9:57 AM
Re: To Miranda  –  Manuel Carlos  04/AGO/2004, 7:12 PM

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