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 LINGUISTICS & CULTURE


Autor:  Paulo
E-mail:  pauloeasy@ig,com.br
Data:  06/ABR/2006 3:57 PM
Assunto:  Uma nova abordagem
 
Mensagem:  A maioria dos métodos de inglês existentes no mercado partem do pressuposto de que a melhor forma de se aprender um idioma é a chamada “aquisição de língua natural”, ou seja, deve-se utilizar a mesma forma de aprendizado vivenciado pelas crianças quando aprendem seu primeiro idioma, seguindo a seguinte ordem: do ouvir sem entender até o ouvir entendendo, repetir para falar até começar a ser entendido, mesmo com muitos erros. Mais tarde, após a alfabetização, começa a aprender a escrever com correção.
 
O argumento para defender esta tese é o de que as pessoas que melhor dominam um idioma são as nativas, as quais aprenderam o idioma dessa forma, devendo, portanto, ser essa a melhor maneira de aprender.
 
Discordamos radicalmente dessa tese por diversos motivos, destacando-se o que abaixo se apresenta.
 
1) Ao aprenderem a língua materna, as crianças não se utilizam do recurso de leitura, não porque este recurso não seja importante, mas simplesmente porque não foram ainda alfabetizadas.
2) Não se podem comparar situações tão distintas. A criança não conhece outros idiomas, constrói o seu raciocínio desde o início no idioma que está aprendendo e está exposta a ele o tempo todo. Uma pessoa que está aprendendo um idioma estrangeiro encontra-se numa situação não natural, só está em contato com o novo idioma algumas horas por semana e apenas na sala de aula, que é uma situação não natural. Além disso, ela raciocina em outro idioma, tendendo a aplicar as estruturas lingüísticas que conhece ao idioma que aprende.
 
3) A criança naturalmente não tem inibição de falar errado, inclusive porque não tem a noção de erro nem outra alternativa para se comunicar. O adulto possui autocrítica que o inibe a falar com erros.
 
A nosso ver, expor o aluno a ouvir o que não entende e a falar de forma errada só cria inibição e desestímulo, prejudicando o aprendizado, podendo, inclusive, levar à fixação do erro. Além disso, o fato do aprendiz não nativo já ser alfabetizado constitui um fator a ser aproveitado e não negado, até porque a leitura em aprendizagem tem, para esse aluno, maior uso do que a fala.
 
O aluno que mora no Brasil, ao contrário do nativo, está muito mais exposto à leitura e à audição do que à fala do idioma inglês, pois este é freqüentemente usado em outdoors, internet, TV, cinema, etc...
 
Um novo método deve fazer uma redefinição dos objetivos, onde, em cada fase do aprendizado, o aluno caminha na seguinte ordem:
 
1º) Ler e entender
2º) Ouvir e entender
3º) Escrever e ser entendido
4º) Falar e ser entendido
  
Dessa forma, o aluno é levado primeiramente a fixar muito bem as estruturas e o vocabulário proposto através da leitura e da audição. Após essa fixação, ele é então incentivado a falar o idioma, num nível que, no início, exija apenas a utilização das estruturas e do vocabulário já aprendidos.
 
A aprendizagem parte de situações contextualizadas por vídeos e amplia-se gradativamente à medida que o aluno caminha no curso, só se tornando efetiva a conversação a partir do 4º estágio, quando o aluno já tiver um vocabulário ativo de no mínimo de 2.000 palavras aliadas a um conhecimento das estruturas básicas do idioma. Esse conhecimento dá ao aluno a confiança necessária para falar sem inibição, permitindo maior fluência no idioma.


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