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 LINGUISTICS & CULTURE


Autor:  Fox Fox
E-mail:  não-disponível
Data:  14/ABR/2006 8:28 PM
Assunto:  To Paulo:Uma nova abordagem
 
Mensagem: 

O bom deste site é que volta e meia aparecem temas que dão pano para manga.
Paulo até agora estava aguardando sua réplica, mas não pude esperar para fazer algumas colocações fruto de minha experiência nas inúmeras tentativas para aprender o inglês.
“Só falamos porque ouvimos (vide o surdo que são por conseqüência mudo por não ter referencial acústico para emitir sons) então, quando maior o input maior o output”.
Um novo método deve fazer uma redefinição dos objetivos, onde, em cada fase do aprendizado, o aluno caminha na seguinte ordem:
Um novo método deve fazer uma redefinição dos objetivos, onde, em cada fase do aprendizado, o aluno caminha na seguinte ordem: 
1º) (em outras ocasiões, este fato foi discutido aqui e realmente sabemos que surdos realmente não falam porque simplesmente não ouvem).
Ler e entender (Ok, isto é óbvio) -  sem discussão. (primeiro aprendi ler e escrever, mas isto não ajudou em nada, ocorreu situação que  preferi ser analfabeto a letrado, quando não conseguia falar com ninguém e mesmo porque as pessoas não estão dispostas a esperar você escrever aquilo que você deseja expressar, já que na conversação tudo tem de acontecer rápida e naturalmente).
2º) Ouvir e entender ( Tentei por anos ouvir os noticiários sem resultado prático) – Ouvir por ouvir tem muito pouco resultado prático num curto espaço de tempo, embora ajude a saturar os ouvidos).
“A nosso ver, expor o aluno a ouvir o que não entende e a falar de forma errada só cria inibição e desestímulo, prejudicando o aprendizado, podendo, inclusive, levar à fixação do erro. Além disso, o fato do aprendiz não nativo já ser alfabetizado constitui um fator a ser aproveitado e não negado, até porque a leitura em aprendizagem tem, para esse aluno, maior uso do que a fala”.
É neste tópico que sempre venho batendo:
a) É claro que a propriedade ou não da fala de uma criança vai depender do meio onde ela seja criada, se os pais são analfabetos, com certeza ela não terá um rico vocabulário, mas se os pais são cultos . . . O mesmo acontecerá com qualquer jovem ou adulto que será fruto da comunidade em que fizer sua imersão.
b)Aqui já  afirmei que ouvia noticiários e ou assistia filmes e nada entendia, consegui solver tal impasse assistindo entrevista na CNN e posteriormente baixando o ‘transcript’ para assistir e ouvir tudo novamente e inúmeras vezes lendo o que diziam (aí sim, a leitura tem importância significativa e se deve aproveitar este fator sim, mas daí em diante dizer . . .)

3º) Escrever e ser entendido. (Ok, isto é óbvio) -  sem discussão, mas prejudica e muito e aí é que não acho conveniente colocar a ‘carroça na frente dos burros’.
4º)
Falar e ser entendido. Aí doutor a coisa pega se você só aprendeu ler e escrever, falar que é bom.  .  .
“Eu como um mero estudante de línguas acho muito difícil aprender uma língua sem o conhecimento de sua gramática. Eu realmente acredito que seja um elemento facilitador. Talvez pelo fato de ser engenheiro e procurar lógica em tudo primeiro, para depois estudar as exceções”.
Paulo, também sou engenheiro e entendo o que você quis dizer, mas leia o que o Prof José Roberto colocou:”

I wish I could remember where I read this, but somewhere I came across an article about second language learning among Brazilian Indians.  The author wrote that it was a common practice for a learner to listen.  Listen.  That was the learner did.  When the learner felt comfortable with the second language, the learner would speak in it.  How on earth does that work?”
Copiou? É isto aí. Ouvir, ouvir, ouvir, ouvir.
Anos atrás, morei quase  um semestre na tribo dos índios Tucanos, já alfabetizados na língua portuguesa, assim não havia imposição para que aprendêssemos a língua deles, mas como eles se comunicavam entre si na sua língua, volta e meia, eu, de tanto ouvir algumas frases, perguntava a um deles qual o significado, terminando por absorver um pouquinho do seu vocabulário e na medida do possível, já pedia que abrissem uma porta fechada, ou convoca-los à minha presença e  que, o fizessem rapidamente, em sua língua materna. Nunca vi nada escrito na língua dos Tucanos, isto não me fez falta e por certo terminaria por aprender sua língua caso permanecesse um período maior entre eles. Daí concordar com o que disse o Prof José Roberto:
“Então isso é mais uma evidência que línguas são fenômenos essencialmente orais e complementarmente escritos. Há vários povos no mundo cuja a língua não tem forma escrita, mas não há povos no mundo cujo a língua seja escrita e não-falada”.
Veja bem, se você enviar um aluno que tenha freqüentado uma boa escola de Inglês para uma imersão no exterior, por certo ele voltará falando com muita propriedade após um ano ou menos, o que não ocorre com aquela pessoa que não tenha passado por um curso previamente, que embora retorne falando (caso se esforce bastante) muito bem, mas  pode ainda mostrar algumas, senão muitas falhas gramaticais; mal comparando, quando duas pessoas ao fazer o mesmo percurso pela primeira vez, terá maior êxito aquela que tenha estudado um mapa a priori. Abraços. Fox Fox


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