English Made in Brazil
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ARQUIVO 26 -  PERGUNTAS  E  RESPOSTAS  DE  JULHO A DEZEMBRO 2004

Este foro é aberto ao público. Todos são convidados a perguntar, questionar, divergir, opinar, ou esclarecer. Mande suas consultas e opiniões para um dos endereços abaixo e nós responderemos com a maior brevidade possível. As mensagens de interesse geral, juntamente com as respostas, serão publicadas com o nome do autor. Respostas já publicadas podem sofrer revisões.

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Q#548: Depois de 10 anos numa franquia ...
Olá,
Gostaria de começar a dar aula de inglês; faço há 10 anos na escola Fisk, estou no Focus que no caso seria o último livro.
Mas no momento estou com muitas dificuldades em pronúncia e com dificuldade na conversação. É normal isto para uma pessoa que faz 10 anos de inglês?
Por favor aguardo uma resposta neste e-mail.
Clarice Almeida <clarice.almeida*ig.com.br> Oct 26, 2004

Prezada Clarice,
É normal cursos de inglês no Brasil deixarem a desejar quanto à eficácia. O que não é normal é você ter levado 10 anos para perceber que não estava alcançando um resultado plenamente satisfatório. Nesses 10 anos nunca lhe explicaram que línguas são fundamentalmente fenômenos orais e que, portanto, o aluno que apresenta dificuldades com a pronúncia e a conversação carece daquilo que é o essencial e significa que não está progredindo como deveria?

Mesmo se você fosse uma aprendiz de pouco talento, com dificuldades auditivas, é injustificável que seus problemas de pronúncia e conversação tivessem passado desapercebidos por todos os instrutores que trabalharam com você durante todo esse tempo. Nunca alguém teve a decência e a honestidade de lhe sugerir que você procurasse outro caminho?

Seu caso é semelhante ao da Prof. Marília Conte Daros e revela, além da já conhecida ineficácia do ensino de inglês praticado por muitos cursinhos, um aspecto muito curioso: nossa própria incapacidade, como aprendizes, em perceber o erro do caminho que estamos seguindo. Se pessoas inteligentes como você e a Prof. Marília levaram anos para perceber a ineficácia da metodologia que seguiam, é provável que muitos outros também tenham dificuldades em avaliar tantos métodos de ensino sustentados por muita propaganda e cheios de promessas e supostas garantias. E depois ainda há escolas que oferecem uma "aula demonstrativa" ...

Atenciosamente,
Ricardo - EMB


Q#547: Ensino ineficaz não é só no Brasil
Bom dia,
Estou morando em Montreal, no Canadá, onde aprendi muito bem o francês (falar, ler e escrever) sem frequentar escolas. O problema é que, estando no nível 3 de inglês, não consigo ser fluente e nem entender muito bem o inglês quando ouço rádio ou televisão. Se converso com alguém não é tão dramático, posso entender a maior parte da conversação, e mesmo filmes, mas não consigo me expressar naturalmente. Ainda assim, gosto mais do inglês que do francês falado em Montréal e gostaria de falar inglês todo o tempo.
Estou seguindo este curso, intensivo, na McGuill University (30 horas/semana!). É o primeiro curso de inglês sério que tento fazer e acho que não tive quase nenhum progresso. Não sei o que está acontecendo comigo.
Estamos aprendemos mais gramática. Estou achando que os alunos e professores dão mais importância para boas notas do que para qualquer outra coisa.
A minha pronúncia, embora não seja fantástica, acho que é a melhor ou uma das 3 melhores da classe (formada por 16 pessoas), mas não sei se isso ajuda muito na minha aprendizagem, pois quando vou falar com algum outro aluno, geralmente tenho muita dificuldade para entendê-lo. Mas isso não me incomoda diretamente, eu faço meu esforço, mas acho que me desmotiva um pouco. Mas mesmo assim, é evidente p/ mim que esta não é a razão da minha evolução lentíssima no inglês.
O que mais me incomoda é a grande quantidade de deveres de casa. Tem tanto dever p/ fazer e tanta coisa p/ estudar que não sobra tempo de ter prazer na aprendizagem, e nem mesmo sair p/ um bar conversar com outras pessoas em inglês. Depois que comecei este curso, só fico em casa estudando e fazendo todas as intermináveis tarefas que os professores pedem.
Eu tenho marido e uma filha (brasileiros, e que falam inglês e francês), deixei as minhas ocupações em casa de lado, mas mesmo assim vivo correndo p/ dar tempo de fazer tudo o que os professores pedem (Homeworks do workbook, estudar capítulos do excelente livro de B.S Azar, ler um romance em inglês e discutir à cada semana do que foi lido (mas só com as duas pessoas da minha equipe e que têm problemas de exprimir o que entenderam...eu leio muito bem em inglês, não tenho problemas neste nível), ouvir cassetes de gravações de noticiários, transcrever e responder um questionário do que foi lido, escrever composições, estudar p/ os exames que fazem à cada semana (mínimo 2 a cada semana), além de ouvir explicações do professor que ensina sempre rápido, e sempre tenho que rever a matéria em casa. UFA!!!
Eu adoraria estudar inglês e ter prazer, sem essa correria toda! O resultado: acabei ficando doente, peguei uma gripe daquelas fortes, cansada de ficar acordada até às 1 ou 2 da manhã fazendo exercícios e estudando, e tendo que acordar cedo no dia seguinte.
A outra opção seria um curso half time, mas só 6 horas por semana, achei pouco, e além do mais, de 6 às 10 da noite. Eu acho que aprendo mais durante o dia.
Finalmente, acho que eu me adaptaria bem melhor com um curso que utilizasse uma abordagem inspirada em language acquisiton. Eu fico o tempo todo me perguntado porque os professores dão tanto exercícios de gramática se a gente não tem tempo de parar um pouco para estudar ou tentar entender a lingua, ou mesmo praticar sem stress porque tem que ficar sempre olhando p/ o relógio. É um saco!
Por isso estou escrevendo. Vocês teriam alguma informação sobre se este método é usado aqui em Montréal?

Obrigada,
Katia <****@hotmail.com> Oct 6, 04

Prezada Katia,
Obrigado por sua participação.

Seu relato é muito interessante, pois demonstra que a falta de visão sobre o que seja "aprender inglês" e a resultante deficiência no ensino de línguas não é um problema restrito ao Brasil. Seu relato mostra também como é importante a língua predominante no ambiente de convívio do aprendiz. Você vive naquela região do Canadá onde se fala quase que exclusivamente francês. É natural, pois, que tenha aprendido o francês muito bem. Seu aprendizado de inglês, entretanto, apesar de seus exaustivos estudos, não logrou êxito. Isto porque lhe falta o essencial: situações reais de comunicação em ambientes de convívio humano caracterizados pela presença da língua.

Isto é justamente o que um bom curso de inglês deve proporcionar, a não ser que o curso e o aprendiz já se encontrem num ambiente de língua e cultura estrangeira. Se você estivesse na região do Canadá onde se fala inglês, poderia se contentar com um curso que lhe oferecesse conhecimento gramatical, uma visão estrutural deste fenômeno com o qual você está se familiarizando e consequentemente assimilando. Tal curso estaria desempenhando um papel complementar, de utilidade se você for do tipo de aprendiz que já dispõe de um certo conhecimento sobre linguística relacionado à sua língua materna e necessita satisfazer sua curiosidade intelectual a respeito da língua estrangeira.

Entretanto, se o aprendizado ocorre fora do ambiente da língua e de sua cultura, é indispensável que o curso supra essa deficiência. Deve proporcionar prioritáriamente uma experiência semelhante a que se tem quando no convívio com a cultura estrangeira. Deve ser formatado de forma a se constituir num centro de convívio multicultural, criando ambientes autênticos com a presença de falantes nativos, representantes da língua e da cultura que se deseja disseminar. É este tipo de curso que você deve procurar.

Infelizmente não conhecemos escolas de inglês em Montreal para podermos lhe dar uma indicação. Minha sugestão é que você procure se mudar por alguns tempos para uma das cidades na vasta região anglofônica do Canadá.

Atenciosamente,
Ricardo - EMB


Q#546: Inglês instrumental II
Caro Ricardo,
Tudo bem?
Li sua resposta no. 330 sobre o que seria Inglês Instrumental e gostaria de contribuir com algumas colocações.

Você disse:

"Inglês instrumental é um termo criado no Brasil e que normalmente refere-se apenas à habilidade de interpretar textos. Não só a escolha do termo é infeliz, como a idéia de se dissecar elementos da língua e ensiná-los separadamente é questionável. Se existe inglês instrumental, subentende-se que exista um que não é instrumental. Qual seria e para que serviria?"

Concordo que o nome Inglês Instrumental é infeliz. Poderíamos ter adotado a tradução ao pé da letra - Inglês para Fins Específicos (ESP - English for Specific Purposes). No Brasil, infelizmente o termo Inglês Instrumental ficou associado à idéia de que é Inglês para Leitura. Isso não é verdade. A não ser que o objetivo do aprendiz seja ler. Essa idéia de que Inglês Instrumental é inglês para Leitura talvez deva-se ao fato do Projeto Ensino Inglês Instrumental em Universidades Brasileiras (nascido na PUC em 1977) ter constatado na ocasião (através de uma levantamento de necessidades) que nos cursos de graduação a necessidade dos alunos era leitura.

Também entendo quando alguém questiona o ensino de uma habilidade isoladamente. Mas Inglês Instrumental não é mono skill; pode-se ensinar todas as habilidades - tudo depende da necessidade do aprendiz (necessidades acadêmicas e/ou profissionais). Um curso de ESP para motoristas de táxi, ou garçons, por exemplo, enfatiza speaking e não reading. Como os cursos de ESP geralmente são de curta duração, focaliza-se o que mais o aluno precisa. Um curso de ESP pode destinar-se a desenvolver não só as macro habilidades (reading, listening, writing, speaking), mas também as micro (fazer resumo; tomar notas em palestras, escrever abstracts, etc.) Portanto, existe uma diferenciação entre Inglês Geral e Inglês Instrumental.

Conforme Celani (1981) explica: "Na denominação English for Specific Purposes, a palavra purpose, finalidade, parece ser o termo crucial, indicando que esse tipo de ensino se encontra nos objetivos que procuramos alcançar. Isto não significa, no entanto, que o ensino de inglês antes do advento de ESP fosse necessariamente desprovido de objetivos. Significa apenas, que na situação de ESP, a finalidade a que se destina o curso passa a ter prioridade. Os diferentes fins para os quais o aluno necessita de inglês podem ser mais facilmente percebidos e definidos, possibilitando, assim, uma visão das diferentes habilidades que serão necessárias à execução daqueles fins."

Um grande abraço
Adriana Quaresma Pradillas <aqpradillas*uol.com.br> Sep 11, 04
Mestranda em Linguística Aplicada aos Estudos de Linguagem (PUC SP)

Prezada Adriana,
Obrigado por sua participação e por suas valiosas observações.

Concordo com sua opinião de que aquilo que chamam de "inglês instrumental" no Brasil não deva ser mono-skill, que deve incluir produção oral e ser mais aproximado dos programas no exterior conhecidos como English for Special Purposes (ESP).

Na nossa concepção, entretanto, o aprendizado de línguas ideal é mais completo e mais learner-centered do que as propostas de ESP. Especialmente quando o programa não é no exterior, em país de língua inglesa. No exterior, o aprendiz já está imerso na língua alvo e sua cultura. Desta forma, as atividades em sala de aula de programas de ESP no exterior, desempenham um papel mais complementar. Na ausência do ambiente de língua e cultura, entretanto, como no Brasil por exemplo, o programa deve ser estruturado de forma a proporcionar este elemento ausente e indispensável: o ambiente de convívio caracterizado pela presença predominante da língua e da cultura estrangeira, onde a interação é naturalmente direcionada aos interesses do aprendiz, onde este é protagonista ao invés de espectador, e onde ele interage ao invéz de esforçar-se intelectualmente.

Não me parece feliz entretanto denominar um programa desses de "inglês instrumental" nem me parece apropriado usar a denominação estrangeira ESP. Por que devemos criar um nome novo para o ensino de inglês só porque o que se tem hoje é mal concebido e ineficaz?

Atenciosamente,
Ricardo - EMB


Q#545: _ING verbal noun in the genitive form
Dear Ricardo,
Would you kindly differentiate these two sentences for me, grammaticaly that is. Which one is grammatically correct?

My being overweight doesn't concern you.
Me being overweight doesn't concern you.

I'd appreciate your help.
Cheers,
-Miguel Vieira <***@yahoo.com> Aug 20, 04

Hi Miguel,

The -ing suffix can often function as a noun and in this case it is called a "verbal noun". The use of an -ing verbal noun in the genitive form however is an option primarily in formal English and is often felt to be awkward or stilted. See some examples:

I dislike his driving my car.
We look forward to your becoming our neighbor.
My being overweight doesn't concern you.
My forgetting her name was embarrassing.

As opposed to the more natural:

I dislike him driving my car.
We look forward to you becoming our neighbor.
It doesn't concern you that I'm overweight. / The fact that I'm overweight ...
It was embarrassing that I forgot her name. / The fact that I forgot her name ...

Source: Quirk R., S. Greenbaum, G. Leech and J. Svartvik - A Comprehensive Grammar of the English Language - Longman 1985

Regards,
Ricardo - EMB


Q#544: O marketing na educação
Caro Ricardo Schütz
Bastante interessante o debate promovido em seu foro relacionado à qualidade do ensino de idiomas no Brasil, em específico o de inglês. Já participei outra vez desse foro onde questionei seu ponto de vista, quando o entendi um pouco, vamos dizer, conservador.

A questão, a meu ver, não está na polarização entre os sistemas - franqueado ou independente, mas sim na qualificação dos profissionais. Em assim sendo, do ponto de vista acadêmico, tanto um quanto o outro sistema pode ser eficaz ou não, independentemente de suas matizes comerciais e/ou academicas, parafraseando-lhe.

Quero me ater no entanto ao cerne de seu debate, que é, perdoe-me se entendo de forma errada, a comercialização da educação, ou mais propriamente de "pacotes educacionais".

Quero ser enfático no seguinte: de que serve um excelente instrutor se não sei que ele existe? De que vale o excelente médico se a comunidade não fala dele? Não concorda você que sua página na internet seria mais lida e seus debates ecoariam mais longe colhendo melhores resultados se fossem mais conhecidos? Não concorda ainda que, se além do excelente conteúdo, seu sítio fosse mais bem elaborado visualmete, atrairia mais leitores e por conseguinte pessoas mais bem informadas? E se ele tivesse uns "banners" publicitários então... Nada disso tiraria o mérito de seu já reconhecido excelente trabalho. A publicidade boca-a-boca é boa, mas é bom reforçar... De repente pinta um concorrente... Ninguém, nem mesmo o mais purista dos educadores abriria hoje uma escola sem pensar no resultado, leia-se lucro, que ela pode proporcionar, face ao imenso mercado - mercado, sim - potencial que se tem hoje na área de ensino de idiomas no Brasil e no mundo. Será que instituições como Cambridge, Oxford, Harvard, etc. que cedem seus valorosos nomes para renomadas editoras venderem pacotes de livros estão cometendo a heresia de sustentar certas franquias ou até mesmo as escolas independentes que utilizam os seus materiais? Sim, porque essas famosas editoras também têm pacotes educacionais prontos.

Quero também me ater a outro ponto. Jorge Sette, mestre em Linguística Aplicada pela PUC-SP, nos diz na revista “New Routes” publicada pela Disal (www.disal.com.br) que as escolas de idiomas precisam investir em marketing face a “...a competição acirrada, causando, por exemplo, a migração dos alunos para franquias, que oferecem preços mais acessíveis...”. Diz Sette ainda que “O principal motivo da perda de alunos pelas escolas de idiomas é, sobretudo, na minha opinião, a falta de investimento em marketing.” Estamos utilizando “marketing”, aqui, no sentido mais amplo do conceito, ou seja, “uma estratégia corporativa para atrair e manter clientes para seus produtos e serviços”.Ora, se ele fala que as franquias estão "roubando" alunos, só deve ser das escolas independentes, até por que a Disal é uma distribuidora de livros utilizados por centros binacionais como união Cultural e Alumni, ambos de São Paulo, ou CCBEU, de Belém, só para citar alguns. Afinal do que estamos falando aqui? Então o que nos resta afinal?

A reputação respeitada e confiável só pode ser alcançada com a excelência no conjunto que o marketing bem empregado pode oferecer, qual seja: excelente corpo de profissionais - desde o pessoal da limpeza até o professor com doutorado em Cambridge, ótimas instalações - ambiente agradável e confortável, segurança, confiabilidade e compromisso com valores pedagógicos e éticos, e finalmente uma boa administração para fazer tudo isso funcionar a contento.

Dizer que a grande massa da população se deixa levar por propaganda enganosa é, no mínimo, dizer que somos todos burros e idiotas, sem discernimento para sermos enganados o tempo todo. Sim, porque muitas das redes de franquias hoje no mercado - sim, mercado - têm pelo menos 20 anos de existência.

Consideremos então que somos mesmo enganados esse tempo todo, deixando-nos levar por propaganda enganosa, que essas escolas que estão ai, "roubando" alunos dos institutos binacionais, só visam vender seus pacotes, e que esses mesmos centros de excelência também, ao que parece, estão caindo na mesma "armadilha" - leia-se: precisam vender se não fecham as portas, só nos resta sair do país para a termos acesso a tão aclamada “language acquisition”.

Afinal chego a conclusão que deveria ter nascido em um país nativo do inglês e vir para o Brasil aprender o português. Ou será que estou exagerando?

Grato pela atenção
Helton Santos <htsantos*yahoo.com> Jul 23, 04

Prezado Helton,
Obrigado por sua participação.

Você tem razão ao dizer que a questão da eficácia no ensino de inglês no Brasil “não está na polarização entre os sistemas - franqueado ou independente, mas sim na qualificação dos profissionais.” Nós também pensamos assim e já tivemos oportunidade de afirmar que ser independente não é absolutamente garantia de qualidade, assim como franquia não significa sempre engodo. Sabemos, e assim temos afirmado, que todo êxito depende quase que exclusivamente do aprendiz e do instrutor.

Seu entendimento quanto ao cerne de nosso pensamento divulgado no site EMB, entretanto, não é exato. Embora tenhamos posições claras quanto à comercialização da educação e tenhamos manifestado essas opiniões, não é este nosso maior interesse. Nosso maior interesse é o aprendizado de línguas propriamente dito, e não a comercialização de pacotes educacionais.

Quanto ao papel do marketing, assim como ele existe hoje, permita-me expressar aqui uma visão sob um prisma oposto ao seu. Acredito que marketing é desviar a atenção do essencial para o cosmético. Não passa de fachada; embalagem, descartável por natureza. Quando é que um aluno interessado em aprender inglês não vai saber se informar sobre quem é o melhor instrutor na cidade? Quando é que uma comunidade vai deixar de falar do trabalho de um médico excelente?

Popularidade é consequência e não causa; e a propaganda é enganosa por natureza, por tentar interferir nesta lógica simples. Não passa de um desperdício desnecessário, de um mal que confunde e que ofusca a clara visão das alternativas.

Talvez sejam interessantes para alguns as opiniões do Sr. Jorge Sette com relação aos interesses empresariais das escolas de idiomas neste mercado acirrado. Eu preferiria entretanto ouvir suas opiniões sobre os interesses das pessoas que precisam adquirir domínio sobre o inglês. Em vez de falar sobre estratégias empresariais, bem que o Sr Sette, na qualidade de linguista, poderia falar sobre estratégias de aprendizado.

Discordo de sua afirmação de que seja necessário sair do país para se assimilar línguas e suas culturas. Muito pode ser feito aqui mesmo. A solução que propomos é simples e barata, e representa um ovo de Colombo. Bastam pequenos ajustes burocráticos para facilitar a criação de núcleos de convívio multiculturais em nossas escolas de ensino fundamental e médio, a exemplo das escolas internacionais encontradas nos grandes centros. A partir daí, convênios de intercâmbio com escolas do exterior possibilitariam a presença constante de instrutores falantes nativos de línguas estrangeiras. Esses núcleos de convívio multicultural em escolas da rede pública teriam também autonomia para estabelecer contato direto com organizações estrangeiras voltadas ao intercâmbio de jovens adolescentes, podendo oferecer, para seus alunos mais destacados mas menos privilegiados, oportunidades de intercâmbio no exterior em escola de mesmo nível a preços de custo, sem as altas taxas de intermediação cobradas pelas agências de intercâmbio brasileiras.

Para finalizar, devo dizer que concordo com sua observação de que o visual de nosso site poderia ser mais bem elaborado. Algum webdesigner talentoso e voluntário se habilita? Ficaremos no aguardo.
Atenciosamente,
Ricardo - EMB


PERGUNTAS & RESPOSTAS:
ÍNDICE
JULHO 2005 - DEZEMBRO 2006  |  JANEIRO - JUNHO 2005
JULHO - DEZEMBRO 2004  |  JANEIRO - JUNHO 2004
JULHO - DEZEMBRO 2003  |  ABRIL - JUNHO 2003
JANEIRO - MARÇO 2003  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2002
JULHO - SETEMBRO 2002  |  ABRIL - JUNHO 2002
JANEIRO - MARÇO 2002  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2001
JULHO - SETEMBRO 2001  |  ABRIL  - JUNHO 2001
JANEIRO - MARÇO 2001  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2000
JULHO - SETEMBRO 2000  |  ABRIL  - JUNHO 2000
JANEIRO - MARÇO 2000  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 99
JULHO - SETEMBRO 99  |  ABRIL - JUNHO 99
JANEIRO - MARÇO  99  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 98
JULHO - SETEMBRO 98  |  JANEIRO - JUNHO 98
MARÇO - DEZEMBRO 97  |  SETEMBRO 96 - MARÇO 97

Mande suas consultas para um dos endereços abaixo e nós responderemos com a maior brevidade possível. As perguntas interessantes, juntamente com as respostas, serão publicadas com o nome do autor.

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