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ARQUIVO 11 - PERGUNTAS E RESPOSTAS DE ABRIL A JUNHO 2000

Este foro é aberto ao público. Todos são convidados a perguntar, questionar, divergir, opinar, ou esclarecer. Mande suas consultas e opiniões para um dos endereços abaixo e nós responderemos com a maior brevidade possível. As mensagens de interesse geral, juntamente com as respostas, serão publicadas com o nome do autor. Consultas em inglês serão respondidas em inglês; consultas em português serão respondidas em português.

As opiniões aqui emitidas não são de responsabilidade do patrocinador deste site.

Conheça aqui a equipe do English Made in Brazil

Q #339: Nomes dos meses e dias da semana maiúsculos - preconceito monolíngüe
Gostaria de saber porque o nome dos meses e os dias da semana são iniciados por letra maiúscula.
Atenciosamente. Denise C. Trevisan <karina*neurotrend.com.br> Jun 27, 2000
Prezada Denise,
Obrigado por sua participação.
Boa pergunta. E se um estrangeiro nos perguntasse por que os meses e dias da semana são minúsculos em português, o que responderíamos? Poderíamos tentar uma explicação técnica do tipo: porque numa língua o nome dos meses e os dias da semana são considerados substantivos comuns enquanto que na outra, substantivos próprios. Mas esta resposta não satisfaz plenamente, e eu prefiro ver a questão sob outro prisma. Veja que ambas as perguntas fazem sentido quando analisadas sob a ótica daqueles que as formulam. Esse tipo de pergunta revela nossa relutância em ver as coisas de forma diferente da que estamos acostumados a ver. É o que poderíamos chamar de preconceito monolíngüe.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q #338: Principal or main street?
Hi! I'm a student and I have a doubt. Is it wrong if I say principal street instead of saying main street? I'll be very happy if you answer me as soon as possible. Thanks, Fa <lulafati*canal-1.com.br> Jun 27, 2000
Dear Fa,
I don't like to use the words right and wrong in the study of languages, but rather usual and unusual and, in some cases, grammatical and ungrammatical. "Principal street" would not be ungrammatical, but unusual. The usual form used by native speakers is "main street". Read more about the role of grammar at O Papel da Gramática no Aprendizado de Línguas.
Regards, Ricardo, Joy & Linda - EMB

Q #337: Interlíngua
Durante as pesquisas que realizei para a conclusão de meu trabalho sobre INTERLÍNGUA, encontrei, através da internet, um conceito totalmente diferente do qual foi exposto em sala de aula. Este conceito de ITERLÍNGUA é defendido pela UMI (Union Mundial pro Interlíngua), representado no Brasil pela UBI (União Brasileira pró Interlíngua). A proposta é de uma língua auxiliar internacional, que resolveria o problema da "comunicação verbal do pensamento". Gostaria de saber a opinião de vocês sobre este "conceito" de interlíngua, com certa urgência na resposta.
Agradeço ... Juliana Cristina Grams <juliana*profnet.com.br> June 13, 2000
PS. aproveito para agradecer o e-mail enviado anteriormente.
Prezada Juliana,
O significado comum de interlanguage - ou língua franca - é muito antigo. Já na idade média, a necessidade de comunicação resultante de interesses comerciais e militares no Mediterrâneo criou uma linguagem rudimentar, composta de elementos do italiano e do dialeto francês do sul.
Também no tempo das grandes navegações, os portugueses, pela necessidade de comunicação com os povos encontrados em suas expedições, desenvolviam linguagens simplificadas, caracterizadas por uma mistura de elementos de duas ou mais línguas.
Modernamente, a palavra interlanguage passou a designar também as tentativas de se criar linguagens artificiais simplificadas que viessem a solucionar o problema de comunicação internacional, das quais o esperanto foi a mais bem sucedida. Veja Esperanto.
Ainda na área da informática, interlanguage tem sido usado para designar um sistema intermediário e simplificado que permita traduções via software entre várias línguas.
Em lingüística aplicada, entretanto, quando se estuda o aprendizado de línguas, interlanguage é o sistema de transição criado pela pessoa ao longo de seu processo de assimilação de uma língua estrangeira. Ou seja, é a linguagem produzida a partir do início do aprendizado até o aluno ter alcançado seu teto na língua estrangeira. É sempre uma linguagem caracterizada pela interferência da língua mãe. Veja Interlíngua e Fossilização, um texto detalhado sobre o assunto.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

Q #336: Mulher gostosa
1) Como se diz "lindo tesão bonito e gostosão, mulher boa, gostosa em inglês? "Dish" pode se referir a homem e a mulher gostoso e gostosa também?
2) Qual a diferença entre as construções como: Have you a car? e Do you have a car? Vi as duas construções num livro didático. E quanto a Have you got a car? Fabiana <starfabi*ig.com.br> June 12, 2000
Prezada Fabiana,
1) Dishy (usa-se predominantemente o adjetivo) está um pouco fora da moda. Aí vai uma lista de termos:
Lindo tesão bonito e gostosão - a pimp, a hunk, a fine ass, hot, so cute, dishy.
Mulher boa, gostosa - a babe, a foxy girl, a fine ass, gorgeous, hot, so cute, dishy. Na Inglaterra: a nice totty, really stunning.
2) As 3 formas têm basicamente o mesmo significado. A ocorrência de "Have you a car?" é muito rara no inglês norte-americano. Mesmo no dialeto britânico esta ocorrência é menos comum. A forma coloquial talvez preferida na Inglaterra é "Have you got a car?". "Do you have a car?" é a forma que predomina em todos os países de língua inglesa, principalmente nos EUA.
Atenciosamente, Ricardo, Alice, Linda, Joy and John - EMB

Q #335: Ricardo, Como eu posso dizer em inglês "procuro um emprego que se identifique comigo..." Obrigada sempre pela atenção. Renata Lemos <rlemos*cenpes.petrobras.com.br> May 31, 2000
 
A: Prezada Renata,
Permita-me recolocar a idéia em outros termos:
Muitas vezes é preciso traduzir primeiramente para uma linguagem mais concreta ou mais simples da mesma língua, para depois traduzir para outra língua. Veja como ficou fácil de recolocar a idéia em inglês:
O fato é que não podemos traduzir palavras; podemos traduzir apenas idéias. Portanto, se as formas usadas não tiverem uma correspondência direta na outra língua, temos que nos abstrair dessas formas e nos concentrar na idéia, em seu conteúdo, para podermos recriá-la na outra língua.
Quanto mais distante nossa linguagem estiver dos fatos do universo a que se refere, quanto mais a linguagem usada valorizar a forma retórica em detrimento do conteúdo, tanto mais difícil será recriar a mensagem em outra língua.
Veja: Como traduzir.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #334: Olá,
No arquivo 4 - perguntas de julho a setembro de 98, há uma pergunta (#148). Na resposta há um tema: "Fatores Afetivos e Psicológicos". Você fala da hipótese "affective filter" de Stephen Krashen, e dos fatores de ordem psicológico-afetiva que podem influenciar na capacidade de aprendizado do aluno. Por favor, gostaria de ter acesso a esse referencial teórico e que você citasse as páginas onde os fatores perfeccionismo, falta de autoconfiança.... são descritos, pois gostaria de citá-los num trabalho e talvez não me reste tempo para conseguir a obra em mãos.
Cordialmente, Geanne Serique - "Cultura Inglesa" <cultura*stm.interconect.com.br> May 24, 2000
 
A: Prezada Geanne,
Obrigado pela visita. Por favor veja nossa página A Idade e o Aprendizado de Línguas, onde você encontrará uma versão mais completa do texto da pergunta 148, inclusive a bibliografia.
A nossa hipótese sobre os fatores de ordem psicológico-afetiva que podem causar um impacto direto na capacidade de aprendizado de línguas, na verdade é uma interpretação da hipótese de Krashen e uma extensão da mesma. Ele cita apenas 3 categorias na página 31 de Principles and Practice in Second Language Acquisition e elabora pouco a respeito dos mesmos. Isto sempre nos pareceu insuficiente; Krashen nunca se aprofundou suficientemente sobre os aspectos psicológicos do ensino/aprendizado de línguas. A partir de nossas observações ao longo de 15 anos de ensino de línguas em diferentes países, arriscamos aprofundar a hipótese sobre os obstáculos de ordem afetiva e psicológica, relacionando outros não observados por Krashen. Portanto, a citação correta, pelas normas da MLA, seria:
Observe que ao citar textos encontrados na internet, é necessário colocar a data, devido às freqüentes alterações que os mesmos podem sofrer.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #333: Olá pessoal,
Tenho de apresentar um trabalho comparando o sistema educacional do Brasil, com o sistema educacional dos EUA. Gostaria de mais informações, alem de um quadro comparativo, ou seja, as disciplinas cursadas em um high school, a carga horária das disciplinas, enfim, um estudo abrangendo também a legislação do ensino dos EUA. Tenho tido dificuldades de encontrar esse tema na Internet. Agradeço a sua atenção e aguardo ansiosa pela resposta. Márcia L. Vidal <yureca*uol.com.br> May 17, 2000
 
A: Prezada Marcia,
Não dispomos de informações precisas. Podemos lhe afirmar, entretanto, que a organização da sociedade norte-americana é menos centralizada. Há menos interferência do poder público e mais autonomia. O que você procura provavelmente não existe. Escolas públicas são sempre municipais e seguem o princípio de local control, isto é, plena autonomia, sem interferência, no que encontram apoio da opinião pública. Sempre que os governos estadual ou federal tentam interferir por meio de legislação, encontram forte resistência.
Atenciosamente, Ricardo e Benjamin - EMB
Q #332: Inglês e carteira de motorista
Olá Ricardo,
Quero agradecer primeiramente a sua ajuda quando solicitada e dizer também que a sua página na internet é de muita utilidade para nós que queremos aprender o idioma. Gostaria de solicitar uma nova ajuda, posso? Já fiz vários cursos inclusive me formei com mais ou menos uns 5 anos de curso de inglês, no momento estou fazendo um curso preparatório para o exame de Cambridge (FCE - First Certificate in English) e na verdade não consigo de jeito nenhum falar com as pessoas em inglês. Consigo escrever bem, me comunico com penpals e leio bem, porém na hora de falar me sinto muito insegura e sempre falo "besteira" ou às vezes nem sai nada. Há alguns dias atrás perdi um emprego justamente por este motivo. Uma moça representante do departamento de RH de uma empresa ligou-me perguntando se poderia falar em inglês comigo, gelei e não falei nada!!! Fiquei muito decepcionada e pelo menos me serviu como lição de que preciso fazer algo para poder ter fluência na língua, já que consigo escrever e ler, porém não sei o que fazer pois não conheço ninguém que fale para que eu possa "treinar". Já pensei em viajar porém não tenho as mínimas condições de fazê-lo, estudo, trabalho e também é muito caro. Vc poderia me ajudar me dando algumas dicas do que devo fazer? Obrigada mais uma vez, Renata Lemos <rlemos*cenpes.petrobras.com.br> May 15, 2000
 
A: Prezada Renata,
Obrigado pela visita e pela mensagem de apoio.
Assim como muitos outros, você estudou o Código Nacional de Trânsito, aprendeu sobre o funcionamento da mecânica do carro, mas nunca sentou à direção de um.
O seu caso é típico de quem foi durante muito tempo submetido a cursos de inglês que enfatizam estudo formal (learning) em detrimento de assimilação natural (acquisition). O objetivo é dar-lhe conhecimento a respeito do funcionamento da língua, da sua estrutura, deixando de lado o desenvolvimento da habilidade funcional, como se este dependesse daquele. Temos visto casos semelhantes nas escolas de nossos patrocinadores. Até mesmo graduados da faculdade de letras (português/inglês), com diploma de professores debaixo do braço, freqüentemente procuram nossos patrocinadores, dizendo que agora só falta um "empurrãozinho final" para desenvolver a conversação, "treinar", como você se expressou. O triste fato é que muitos destes graduados só se encaixam em grupos de alunos principiantes ou intermediários e acabam descobrindo que aquele "empurrãozinho" na verdade é quase tudo daquilo que realmente buscavam. Se você tivesse usado o dinheiro que gastou em 5 anos de curso e mais o que vai gastar no FCE para viajar ao exterior por alguns meses, e depois tivesse procurado manter contato com estrangeiros em sua cidade ou se integrado a grupos de convívio e de conversação em inglês, não teria perdido esse emprego.
Nunca é tarde para começar. Boa sorte e obrigado por dividir conosco sua experiência.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #331: Approach, method, & technique
Thank you for the work you have been doing online. It has been helping me a lot. I've been reading books about methods and approaches of language learning. Although I read a lot on the subject I still have problems to differentiate approaches from methods. Will you please clarify to me the difference? Is suggestopedia a method or an approach? What about community language learning? Best Regards, Arminda Ferreira, from Angola <umc*ebonet.net> May 5, 2000
 
A: Dear Arminda,
According to Richards & Rodgers, and as proposed by Edward Anthony in 1963, there are 3 levels of conceptualization between the rationale and the practice of second language learning and teaching: approach, method, and technique. The arrangement is hierarchical. Techniques carry out a method, which is inspired by an approach.
An approach would be a set of assumptions based on cognitive psychology and linguistics. It is axiomatic and describes the nature of the subject matter. An approach can give rise to different methods.
Method would be an overall plan for the organization and management of language acquisition and learning environments and activities, including or not an orderly presentation of language material. While the approach is axiomatic, the method is procedural.
Techniques refer to the practical implementation of activities within a method. Technique is what actually takes place in the language acquisition and learning environment.
Suggestopedia and Community Language Learning are usually regarded as methods.
Sincerely, Ricardo - EMB
Q #330: Inglês instrumental I
Oi Ricardo, tudo bem? Meu nome é Denise e gostaria de lhe fazer uma pergunta: o que vc acha de inglês instrumental? Eu sou aqui de São Paulo, vc conhece alguma escola que dá inglês instrumental? E vc acha importante dominar o inglês para fazer o inglês instrumental ou um é independente do outro? É um curso muito caro? Nós gostaríamos de fazer um curso na área de contabilidade. O que vc acha? Gostaria muito de saber sua opinião! Um abraço Denise <inove*dglnet.com.br> May 4, 2000
Prezada Denise,
Inglês instrumental é um termo criado no Brasil e que normalmente refere-se apenas à habilidade de interpretar textos. Não só a escolha do termo é infeliz, como a idéia de se dissecar elementos da língua e ensiná-los separadamente é questionável. Se existe inglês instrumental, subentende-se que exista um que não é instrumental. Qual seria e para que serviria?

Língua é instrumental por natureza; é instrumento de comunicação humana. Além disso, línguas são fenômenos complexos que incluem fonética, morfologia, diferenças idiomáticas e vocabulário em geral, sintaxe, cultura, etc. É a habilidade intuitiva de domínio harmonioso sobre todos esses aspectos que proporciona a proficiência desejada por todos, independente de necessidades momentâneas ou de área de atuação profissional.

No caso específico do idioma inglês, que exibe uma desconcertante falta de correlação entre pronúncia e ortografia e uma acentuada imprevisibilidade de acentuação tônica, preocupação excessiva com interpretação de textos e contato prematuro com a língua na sua forma escrita podem causar danos irreversíveis para o aprendizado do aluno no futuro.

Entretanto, se o termo inglês instrumental estiver sendo usado para referir-se a treinamento em inglês voltado a determinadas áreas de especialização profissional, o nosso questionamento é o seguinte: Será que empresários, viajantes, secretárias, médicos, contadores, etc., falam línguas diferentes? É claro que não. O que pode variar é apenas uma pequena parcela de vocabulário. O importante, é assimilar o idioma uniformemente, em todos seus aspectos. À medida que adquire familiaridade e desenvolve habilidade sobre a língua, o aprendiz naturalmente vai direcionando a sua assimilação de vocabulário ao que lhe é mais útil. O bom ensino de idiomas é aquele individualizado, decorrente de interação entre indivíduos, já naturalmente direcionado aos interesses de cada aprendiz, e não aquele atrelado a um plano didático nem limitado a quaisquer situações da realidade.

Entendemos, por outro lado, ser este um tema que admite controvérsia. Assim sendo, convidamos defensores da idéia de especialização no ensino de línguas a colaborarem com seus argumentos.

Veja também: Inglês Instrumental II
Atenciosamente, Ricardo - EMB


Q #329: Como ensinar meu filho de 3 anos
Ricardo,
Primeiramente, quero cumprimentar a você e a todos desta equipe pelo site que fizeram para todos nós. Eu leciono inglês, tenho somente uma turma à noite, pois trabalho full time e tenho muitas dúvidas, assim como todos nós, mesmo em português, temos. O intuito deste e-mail é dizer-lhes que continuem a acrescentar mais informações, na medida do possível, porque ele é um site excelente em todos os sentidos. Minha pergunta: Eu tenho um filho de 3 anos e sempre fui muito cobrada de toda a minha família, principalmente do meu marido, porque ele ainda não fala inglês. Eu sei que um ambiente onde ele possa interagir em inglês será muito mais fácil para que ele aprenda naturalmente. Mas eu sempre fui muito acanhada neste negócio de falar inglês dentro de casa, embora eu seja uma autodidata neste assunto. Aprendi praticamente sozinha, por gostar da língua. Enfim, eu até hoje não envolvi meu filho com a língua inglesa, embora eu gostaria muitíssimo que ele saísse por aí falando inglês comigo e também com meu marido. Me dá uma dica, vai. O que eu faço? Um abraço <...> May 3, 2000
 
A: Prezada Amiga,
Obrigado pela visita e pelas palavras de apoio. É nossa opinião que um ambiente de foreign language acquisition para crianças tem que ser o mais natural e autêntico possível. Linguagem é parte essencial de um relacionamento íntimo como este entre mãe e filho. A não ser que desde o início você tivesse construído o relacionamento com seu filho em inglês, acho difícil ter êxito agora.
Todo ambiente familiar tem uma identidade única, marcada pela língua que o caracteriza. Torna-se portanto difícil criar um ambiente de língua estrangeira que não seja artificial. A língua que a família usa é a língua que a criança assimilará. Para assimilar outras línguas, a criança preferencialmente terá que freqüentar outros ambientes à época certa e durante o tempo de exposição suficiente.
Crianças têm grande resistência a qualquer tipo de aprendizado formal, artificial e dirigido. Elas só procuram assimilar e fazer uso da língua estrangeira em situações de autêntica necessidade, construindo seu próprio aprendizado a partir de situações reais. Se souberem que a pessoa que deles se aproxima fala sua língua materna, dificilmente se submeterão à difícil e frustrante artificialidade de usar outro meio de comunicação. Com você, seu filho já tem um relacionamento em português.
Não se preocupe, entretanto, porquê ainda há muito tempo. Até os 10 ou 15 anos de idade, qualquer contato que seu filho vier a ter com ambientes de língua inglesa, lhe proporcionará um rápido desenvolvimento. Cabe a você apenas saber encontrar para ele um desses ambientes. Veja como em O Papel dos Pais. Boa sorte.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #328: Qual a diferença entre EMB e os outros sites?
Qual a diferença entre English Made in Brazil e os outros sites na Internet que se propõem a ensinar inglês? "Elsa" <arribaelsa*viavale.com.br> May 2, 2000.
 
A: Prezada Elsa,
Você conhece aquele provérbio chinês que diz: "Ensine o homem a pescar ao invés de dar-lhe o peixe."?
English Made in Brazil ensina você sobre o que é aprender inglês e como aprender, demonstrando-lhe verdades, destruindo preconceitos e apontando-lhe caminhos, enquanto que os outros sites tentam ensinar inglês dando-lhe matéria mastigada.
Lembre-se que domínio sobre línguas não depende de conhecimento acumulado através de exercícios, mas sim de habilidade desenvolvida em ambientes da língua e da cultura, fruto de convívio humano. A Internet não é uma pessoa com a qual possamos conversar e conviver. Computadores com Internet constituem-se unicamente num telefone melhorado e num veículo que carrega informações, assim como livros, fitas cassete e videotapes. Representam apenas um complemento interessante quando você dispõe de tempo.
Outra diferença é que outros sites normalmente têm um custo, ou exigem que o aluno se "cadastre" para ser importunado posteriormente, enquanto que EMB é oferecido de graça por ser resultado da colaboração entre os membros de uma equipe de voluntários, e não exige que o interessado se cadastre. Nossa vocação é acadêmica e não comercial. Nosso motivo é demonstrar competência e nossa recompensa é o reconhecimento do público.
Veja também Inglês pela Internet. Obrigado pela participação.
Atenciosamente,
Ricardo - EMB

Q #327: Sou acadêmica do curso de Língua Estrangeira - Espanhol, da universidade UNIJUÍ (interior do Rio Grande do Sul). Estou no 3o semestre do curso, necessito fazer uma monografia para a cadeira de Lingüística Aplicada ao Ensino de Línguas, e o tema que tenho é INTERLÍNGUA, mas não possuo muito conhecimento sobre o assunto. Se puderem me ajudar, precisaria do material até a quinzena do mês de maio, no máximo. Agradeço desde já a atenção.
Juliana Cristina Grams <juliana*profnet.com.br> April 29, 2000
 
A: Prezada Juliana,
Em lingüística e, mais especificamente no estudo do aprendizado de línguas, o conceito de interlíngua é sempre estudado em paralelo aos conceitos de interferência e fossilização.
Interlíngua é o sistema de transição criado pela pessoa ao longo de seu processo de assimilação de uma língua estrangeira. Ou seja, é a linguagem produzida a partir do início do aprendizado até o aluno ter alcançado seu teto na língua estrangeira.
Interferência é a ocorrência de formas da língua materna na língua que se aprende, causando desvios perceptíveis no âmbito da pronúncia, do vocabulário, da estruturação das frases bem como no planos idiomático e cultural.
Fossilização refere-se aos erros e desvios no uso da língua estrangeira, internalizados e difíceis de serem eliminados. É característica de quem estuda línguas, especialmente na infância, sem ter contato com falantes nativos.
A interlíngua se caracteriza pela interferência da língua mãe. Formas da língua materna aparecem no linguajar usado pelo aluno. Esta interferência ocorre em todos os aspectos da linguagem: pronúncia, vocabulário e estruturação de frases.
Dependendo do modelo de performance a que o aluno estiver exposto, sua interlíngua apresentará um maior ou menor grau de interferência da língua materna. Se o modelo de performance da língua estrangeira não for autêntico, isto é, se o professor não tiver um nível de proficiência equivalente à de um nativo, o aluno já estará assimilando desvios que caracterizam a interlíngua, causando uma tendência maior à fossilização dos mesmos.
Assim como um artista precisa de um modelo real constantemente ao alcance de seus olhos para captar as formas, luzes e cores da realidade que procura retratar, assim o aluno precisa de um ambiente autêntico de língua e cultura estrangeira para uma assimilação mais pura. A afinação de um instrumento nunca será perfeita se o diapasão já estiver desafinado.
Além disso, se a intensidade de exposição for insuficiente, a interlíngua persistirá por mais tempo, e haverá também uma tendência maior à fossilização dos desvios. Isto porque as necessidades de comunicação na língua estrangeira enfrentadas pelo aluno podem exigir uma freqüente produção de linguagem imprecisa, que se não for contrabalançada e sobrepujada por input autêntico, acabará causando a internalização prematura das formas da interlíngua, isto é, a fossilização dos desvios que a caracterizam.
 
INTERLÍNGUA PORTUGUÊS > INGLÊS
A interlíngua criada por brasileiros que estudam inglês como língua estrangeira, por exemplo, que em linguagem comum se chamaria de "inglês aportuguesado," tem características comuns. Através de um estudo comparativo das duas línguas, e através de análise de erros, pode-se prever esta interferência.
Sobre interferência na pronúncia, veja:
Sobre interferência no vocabulário, veja:
Sobre interferência na estruturação gramatical, veja:
Estudos comparativos semelhantes podem ser feitos para quaisquer idiomas.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #326: Parabéns pelo site. Há quase três anos tenho acompanhado suas informações. Sou mais uma divulgadora dele, pode ter certeza. Aliás, socializar o conhecimento é algo que gosto de fazer e admiro muito as pessoas que também o fazem. A Internet é riquíssima em material para o ensino de língua inglesa.
Há uma questão que me intriga um pouco, que é o uso das preposições "in" e "within". Ambas referem-se a "dentro de". Como saber qual é a mais apropriada? Parece-me que esta questão não está ainda nos arquivos, ou não a percebi. É possível incluí-la? Obrigada. "Ivone A U Sasso" <ivone.sra*zaz.com.br> April 27, 2000
 
A: Prezada Ivone,
In cobre os sentidos de espaço (ex: in Brazil), posição no tempo (ex: in April), medição futuro a dentro (ex: in a few days).
Within tem mais um sentido de "dentro dos limites de" (ex: within the building, within two hours), ou "dentro da influência de" (ex: within the terms of the agreement). Em alguns casos inside e within podem funcionar como sinônimos de in.
Não se esqueça, entretanto, que preposições têm um conteúdo semântico muito pouco claro e um papel funcional difícil de ser racionalizado e categorizado. Você pode estudar e conviver com inglês durante anos, mas, se não for nativa, nunca terá certeza no uso de preposições. Veja mais sobre preposições em: Preposições: conclusão final.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #325: Hello, I am a Brazilian living in the US for 5 years now. I have a son that has just turned one and that I would like to teach Portuguese to. I know that you guys are specialized in teaching English, but I thought that no matter what language I teach, the approach can be the same. Please, let me know what is the best thing to do to teach him Portuguese at this early age. Andrea Reay <Kity1976*aol.com> April 26, 2000
 
A: Dear Andrea,
Bring Portuguese into your home. Make it part of your son's learning environment. Speak to your son in Portuguese so that it becomes part of your relationship. If you have Brazilian friends, make sure to have your son around when you see them. Send him to Brazil on vacation, when he's old enough.
Regards, Ricardo - EMB
Q #324: Metodologias: em que se fundamentam?
Oi, Ricardo,
Encontrei o "English Made in Brazil" por acaso, porém num momento em que eu muito precisava. Fico feliz por vocês estarem aí. Keep up the good work!
Estive lendo seu artigo sobre a história do ensino de línguas onde você fala de métodos como o Grammar-Translation, Audiolingualism e Natural or Communicative Approaches. Todo método se fundamenta em uma teoria. O Audiolingualism, por exemplo, sustenta-se na concepção behaviorista. O Natural Approach está baseado numa visão cognitivista ou socio-interacional? Na verdade, algumas leituras que tenho feito me levam a crer que a visão socio-interacional está interligada à cognitivista. Estou um pouco confusa e gostaria de um comentário seu sobre isso e, mais, que você me orientasse no sentido de identificar a que concepção teórica pertencem os seguintes métodos: The Oral Approach and Situational Language Teaching; Communicative Language Teaching; Total Physical Response; The Silent Way; Community Language Learning e Suggestopedia. Todos estão no livro Approaches and Methods in Language Teaching de Jack C. Richards and Theodore S. Rodgers, Cambridge University Press. Li alguns desses métodos, mas não consegui identificar claramente em que concepções teóricas se baseiam. Seria muito esclarecedor se você pudesse me ajudar. Aproveitando o ensejo, quais desses métodos, além do Audiolingualism, é adotado com freqüência nos cursinhos de inglês do Brasil? "Geanne Serique" <sgeanne*hotmail.com> Santarém-Pará, April 21, 2000
 
A: Prezada Geanne,
Com relação a métodos de ensino de línguas, são duas as principais áreas de pesquisa científica que lhes oferecem subsídios: a lingüística e a psicologia. No caso do método audiolingual, ele se fundamenta no estruturalismo como theory of language, teoria preconizada pelos lingüistas durante a primeira metade do século, e no behaviorism como theory of learning, que na mesma época era a teoria predominante na área da psicologia. O novo movimento que acabou resultando no Natural Approach de Krashen surgiu a partir dos anos 70, quando Chomsky já havia questionado a visão estruturalista em lingüística e Vygotsky, Piaget e muitos outros já haviam introduzido novos conceitos na área da psicologia cognitiva, dando origem também ao construtivismo.
Você está certa ao relacionar o cognitivismo com a experiência socio-interacional. É exatamente o que Vygotsky sugere: o desenvolvimento cognitivo do ser humano ocorre em ambientes socialmente organizados. Principalmente em language acquisition, este aspecto socio-interacional é o importante. É a interação em situações reais de convívio humano, em ambientes da cultura estrangeira que produzem o aprendizado mais completo.
Quanto à categorização dos demais métodos citados por Richards e Rodgers, dentro de teorias de lingüística e teorias de aprendizado, não é tarefa simples. A descrição e análise de cada um dos métodos feita pelos dois autores já é bastante completa. Estaria fora do meu alcance fazer algo melhor.
Não conhecemos bem todos os cursinhos no Brasil. Mesmo porque, em cada escola ou unidade franqueada, dependendo de quem nela trabalha, o trabalho pode ser mais ou pode ser menos atrelado ao pacote didático ditado pelo franqueador. De uma forma geral, um conjunto de exercícios audiolingüísticos, mesclado com exercícios escritos inspirados na tradicional abordagem de gramática e tradução, é o que se revela menos dependente de talentos individuais, mais fácil de ser comercializado, e portanto é o que predomina.
Atenciosamente,
Ricardo - EMB
Q #323: Ordem de posicionamento de adjetivos antes de um substantivo
Olá, Estou com dúvidas em relação à ordem correta de uso de adjetivos. Ex. a fascinating old Brazilian large statue. Que seqüência devo seguir se quiser usar vários adjetivos à frente de um substantivo? Agradeço a colaboração. Lúcia <alguima*amcham.com.br> April 20, 2000
 
A: Prezada Lúcia,
Não existe um limite para o número de adjetivos que podem ser colocados à esquerda de um substantivo nem uma regra específica sobre a ordem a ser seguida. Você deve entretanto evitar colocar mais de 3 ou 4 para evitar que a frase fique de difícil entendimento. Sua frase, por exemplo, ficaria melhor da seguinte forma:
Com relação à ordem, você deve seguir de preferência o critério semântico. Isto é: aqueles adjetivos mais intrinsicamente ligados ao substantivo final devem estar posicionados próximo dele. No seu exemplo, estamos falando de estátuas grandes, as quais podem ser brasileiras, uruguaias, etc., ou estaríamos falando de estátuas brasileiras, as quais podem ser grandes, pequenas, etc.? O que é mais provável de variar, o tamanho ou a nacionalidade? É este aspecto semântico que determina o posicionamento. No seu exemplo eu entendo que brasileira é a qualidade mais intrínseca da estátua. Por isso o respectivo adjetivo deve ficar junto do substantivo.
Por seu turno, o adjetivo velho (old), por retratar um fato, está mais intrinsecamente ligado ao substantivo do que o adjetivo fascinante (fascinating), que não passa de uma opinião. É provável que o fato de ser velha ajude a estátua a tornar-se fascinante, e não o contrário. Portanto, old deve estar mais próximo do substantivo do que fascinating.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #322: Por que Brazil com "z"?
Caros Amigos,
Me chamo Fábio, acabo de me tornar professor de inglês e gostaria de perguntar sobre uma dúvida muito freqüente entre meus alunos: porque o nome de nosso país é escrito com "Z" em outras línguas (especialmente o inglês)? De onde surgiu esta modificação? Desde já, agradeço a atenção e parabenizo pelo excelente trabalho. Fábio Silveira Porto da Silva <fporto*hotmail.com> Rio de Janeiro - Brasil (com S)!! April 19, 2000
 
A: Prezado Fábio,
E por que escrevemos Uruguai com "i" em vez de "y", Alemanha, em vez de Deutschland, Japão, em vez de Nippon, e Inglaterra em vez de England?
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Caro Ricardo, permita-me complementar sua resposta, pois acho que você não respondeu a contento a pergunta do Fábio. A palavra Brasil vem do francês "brésil", palavra derivada do francês antigo "breze".
Brasil também era escrito com "z" em português antes do acordo ortográfico de 1943, pois seguia a etimologia do francês antigo, o que continua valendo para o inglês. Em 1943 prefiriu-se adotar a forma moderna do francês e já que brasa é grafado com "s" nada mais coerente do que grafar-se Brasil também com "s".
Veja mais sobre a origem do nome Brasil em: http://resenhas.com/resenhas/ver.asp?id=442&auth=38137&
Elias Fernandes Mourão <get_smart10*hotmail.com>
Q #321: Dear Ricardo,
Primeiramente, parabéns pelo rico conteúdo do seu site. Gostaria de saber o seguinte: - Tenho várias gramáticas de inglês, e as que mais consulto são a do Swan, a do Murphy e a Collins. Entretanto, sempre, entre meus colegas que também trabalham com o idioma, encontramos diversas situações em que as gramáticas divergem entre si. Outro dia, tive que pesquisar sobre o uso de "reflexive" e "emphatic" pronouns, e encontrei diversas classificações. Tenho sempre a sensação de estar 'puzzled' quando preciso recorrer a tantas gramáticas. Portanto, gostaria de saber se você poderia me recomendar uma, ou algumas que sejam realmente confiáveis, para que eu possa seguí-las, sem medo de errar. (Uma professora de inglês que tive há alguns anos, costuma dizer "Never trust those new crazy grammarians! "..ela dizia que novas gramáticas começam a surgir com inovações inaceitáveis, e eu nunca sei como proceder!)
Obrigada pela ajuda, Andréa <apparrode*uol.com.br> Apr 16, 2000
 
A: Prezada Andréa,
Não são gramáticas que dão origem a idiomas, mas sim idiomas que dão origem a gramáticas. A gramática é uma mera tentativa de descrever o fenômeno da língua. Assim como um fato pode ser narrado e analisado diferentemente por diferentes jornalistas, também o idioma pode ser descrito de diferentes maneiras. Veja o que Chomsky fez ao criar a gramática transformacional-gerativa. Portanto, é natural que haja diferentes descrições gramaticais para o inglês, um fenômeno extremamente complexo, além de variável no espaço e dinâmico no tempo. Se você realmente gosta de se aprofundar em temas gramaticais, recomendamos uma obra que é considerada a gramática mais completa já escrita sobre o inglês:
R. Quirk, S. Greenbaum, G. Leech and J. Svartvik. A Comprehensive Grammar of the English Language - Longman 1985.
Permita-nos entretanto sugerir-lhe que você procure ter uma bibliografia mais completa para poder pesquisar também em outras áreas. Veja Uma bibliografia indispensável a professores de inglês.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #320: Onde eu posso fazer um curso que me dê um certificado de Tesol, aqui no Rio de Janeiro? Luciana Cunha <lucianavaz*lagosnet.com.br> April 15, 2000
 
A: Prezada Luciana,
Você quer apenas ter um certificado, quer desenvolver seu inglês e tornar-se uma boa professora, ou seu inglês já é equivalente ao de um nativo e você quer especificamente desenvolver conhecimento sobre second language acquisition, lingüística e técnicas de TESOL?
Se você deseja apenas um certificado, não sabemos como lhe ajudar. Lembre-se que o culto ao documento, ao certificado, é uma característica da nossa cultura Brasileira. Não se deixe influenciar muito por isso. Concentre sua atenção no desenvolvimento de suas aptidões acadêmicas e profissionais.
Se você quer desenvolver seu inglês, deve procurar viajar a um país de língua inglesa e talvez aproveitar para obter seu TESL ou TESOL certification lá. Sobre isso veja Qualificação acadêmica de um bom professor.
Se você deseja apenas desenvolver seus conhecimentos sobre second language acquisition, lingüística e técnicas de TESOL, recomendamos a leitura de nossas páginas e um bom programa de certification no exterior.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #319: I've been studying English for 5 years and just now developed a real will and pleasure. I'm reading books (fictions) a little a day and having private classes (just conversation) 1 hour a week. I classify myself as an advanced student, but I've never travelled abroad or put my English on a real test (use). My question is: although all of this, I have a weakness in "thinking" in English. I'd like to ask for some advice for my improvement. I've began reading and listening to "Speak Up" magazine and tapes. Is this the best way? Thank you and congratulations for this site. "Lucinei" <lrossip*bol.com.br> April 12, 2000
 
A: Dear Lucinei,
Thank you for visiting our site and sorry for the delay in replying.
Any kind of contact you have with the language, including books, audiotapes, videotapes, CD-ROMs and computers are helpful tools but they don't make it happen. Language acquisition is a result of human contact, of interaction in real-life situations in appropriate cultural environments. If you find a classroom that comes close to it, or a private tutor that is skillful in building a strong relationship, you have a good possibility. Better than that, only if you pack your suitcase and move temporarily to an English-speaking country.
Sincerely, Ricardo - EMB
Q #318: Olá, pessoal,
Somos estudantes da língua inglesa e estamos muito interessados no material a respeito dos erros mais comuns praticados por nós, estudantes desta língua. Aproveito para parabenizá-los pelo excelente trabalho por vocês desempenhado no mundo da web. Sou amante, sobretudo, do altruísmo que o envolve.
Abraços, Hélade Vasconcelos <helade*bol.com.br> e Luís Lordelo <lordelo*e-net.com.br>. April 10, 2000
 
A: Prezados Hélade e Luís,
Obrigado pela visita e pelas palavras de apoio.
A interferência da língua materna é natural no aprendizado de uma segunda língua, especialmente se a pessoa for monolíngüe. A mente do monolíngüe funciona exclusivamente nas formas da língua materna, seu pensamento se estrutura pelos caminhos habituais de sua língua e sua cultura. Especialmente nos estágios iniciais essa interferência é forte e se dá em todos os planos: pronúncia, vocabulário, e estruturação gramatical das frases. Esta linguagem criada pelo aluno ao longo do processo de assimilação, caracterizada pela interferência da língua materna, é também chamada de interlíngua. O estudo dos desvios mais comuns, chamado de error analysis, permite catalogar essa interferência. Veja mais sobre isso em Interlíngua e Fossilização.
Sobre interferência no âmbito da pronúncia, vejam A questão das vogais, Acentuação tônica, Entonação frasal.
Sobre interferência no âmbito do vocabulário, vejam Falsos cognatos, Ambigüidade léxica, Contrastes idiomáticos.
Sobre interferência no âmbito da estruturação gramatical, vejam Erros gramaticais comuns.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #317: Pretérito imperfeito —> Habitual past tense: used to vs. would
Caro pessoal do EMB,
Dou aulas em um curso de inglês aqui em minha cidade, Belém. Minha dúvida é qto. à diferença no uso do used to e o would. Rossana <rossana*ufpa.br> April 7, 2000
 
A: Prezada Rossana,
Used to ... é o habitual past, que corresponde ao nosso pretérito imperfeito e que, em algumas gramáticas, é classificado como um verbo modal auxiliary. Would ... é o conditional, que corresponde ao nosso futuro do pretérito, também normalmente classificado como modal auxiliary. A sua pergunta é pertinente porque em narrativas a respeito de ações habituais no passado, é normal intercalar o habitual past com o conditional. Ex:
Observe que a forma used to é a preferida no dialeto norte-americano, ocorrendo com maior freqüência.
Em segundo lugar, observe que para nos referirmos a ações e eventos repetidos no passado, podemos usar tanto o used to quanto o would. Ex:
When I was a child I used to play soccer all the time. = When I was a child I would play soccer all the time.
Entretanto, quando nos referimos a estados ou condições no passado, usamos exclusivamente o used to. Ex:
I used to live in a small town.   -   I would live in a small town.
I used to be a good student.   -   I would be a good student.
I used to work in a hospital.   -   I would work in a hospital.
Atenciosamente, Ricardo - EMB
Q #316: Olá tenho que apresentar um trabalho sobre "A Influência da Língua Inglesa na Cultura Brasileira" e gostaria de saber onde posso encontrar esse material, na própria Internet ou em algum livro? Desde já agradeço... "BrunoC" <brunoc*ibinet.com.br> April 3, 2000
 
A: Prezado Bruno,
Talvez o título de seu trabalho devesse ser "A Influência da Cultura Norte-Americana na Cultura Brasileira", pois não vejo como uma língua estrangeira possa influenciar nossa cultura. Se você se refere a interferência de uma língua em outra, esta só ocorre no plano de vocabulário, não se constituindo motivo de preocupação. Sobre isso veja: Inquietações frente a estrangeirismos. Entretanto, se você se refere a interferência entre culturas, este é assunto complexo, que merece vários enfoques e foge de nossa competência. Sugerimos que você comece investigando a forma escancarada com que nossos meios de comunicação se rendem à produção cultural estrangeira de baixa qualidade.
Atenciosamente, Ricardo - EMB

PERGUNTAS & RESPOSTAS:
ÍNDICE
JULHO 2005 - DEZEMBRO 2006  |  JANEIRO - JUNHO 2005
JULHO - DEZEMBRO 2004  |  JANEIRO - JUNHO 2004
JULHO - DEZEMBRO 2003  |  ABRIL - JUNHO 2003
JANEIRO - MARÇO 2003  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2002
JULHO - SETEMBRO 2002  |  ABRIL - JUNHO 2002
JANEIRO - MARÇO 2002  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2001
JULHO - SETEMBRO 2001  |  ABRIL - JUNHO 2001
JANEIRO - MARÇO 2001  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 2000
JULHO - SETEMBRO 2000  |  ABRIL  - JUNHO 2000
JANEIRO - MARÇO 2000  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 99
JULHO - SETEMBRO 99  |  ABRIL - JUNHO  99
JANEIRO - MARÇO 99  |  OUTUBRO - DEZEMBRO 98
JULHO - SETEMBRO 98  |  JANEIRO - JUNHO 98
MARÇO - DEZEMBRO 97  |  SETEMBRO 96 - MARÇO 97

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